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January 31 Da Série: Notícias que não precisávamos saber... MESMO!!!Mostra britânica reúne obras com pele humana
Veja a galeria de imagens.
A obra da americana Julia Reodica usa células extraídas da vagina da artista e de músculos de animais para criar "himens de designer". As esculturas são apresentadas como produtos que deveriam ser comercializados como objetos de "re-virginização", abordando temas como a pureza e o valor atribuído à virginidade feminina em diferentes culturas. Polêmica A exposição Sk-interfaces aborda algumas das questões mais polêmicas da atualidade, fundindo ciência, tecnologia e arte. Como resultado, está atraindo atenção, mas também polêmica. John Ashton, secretário de Saúde Pública da região noroeste da Inglaterra, afirma que, para muitos, um evento como esse poderia ser considerado de extremo mau gosto. Para Ashton, a exposição deixa perguntas no ar. "Será que artistas têm alguma responsabilidade em relação a como seu público se sente a respeito das coisas?", questiona o secretário. "O que antes era entendido como uma superfície que representa o limite do eu, e entre o dentro e o fora, hoje pode ser visto como uma fronteira instável", diz Jens Hauser, curador da exposição. Oron Catts, uma das artistas que participam da mostra, admite que a tecnologia que permite o cultivo de tecidos vivos em laboratório, e que forma a base da exposição, é perturbadora. "Achei a tecnologia promissora, provocante e também muito perturbadora", disse Catts. "Decidi usar essa tecnologia como uma forma de arte e tentar criar algo a partir de tecidos vivos." January 30 Forbes da MúsicaMadonna lidera ranking de cantoras mais ricas
January 29 Custou!O diretor da Penitenciária, com ajuda de um
megafone, diz aos presos no pátio:
- Atenção! Chega de moleza! Chega de
bandalheira!
Quero todo mundo varrendo e limpando toda essa bagunça! Amanhã chega o presidente Lula ... Um dos presos comenta com outro:
- Caramba!! Custou, mas encanaram o safado... Da Série: Notícias que não precisávamos saber... Congresso gastronômico celebra 'cozinha pobre' na Itália
![]() A cidade de Milão reúne até esta quarta-feira 60 chefs de cozinha de todo o mundo no congresso Identidades Gulosas. A idéia é discutir a qualidade dos alimentos, apresentar novas culturas culinárias e resgatar a importância do ingrediente genuíno e local. Os mestres da culinária ocupam parte do prédio da Bolsa de Valores de Milão, no centro da cidade, onde foi montada uma cozinha para a apresentação de um cardápio rico em diversidade e criatividade. “Na Itália pensamos que somos os melhores na cozinha, na matéria-prima, nos produtos, nos vinhos. Não é verdade", disse à BBC Brasil, Paolo Marchi, idealizador do Congresso. "A qualidade também existe na Finlândia, no Brasil, por exemplo. Basta conhecer as diferentes culturas que são interpretadas pelos cozinheiros”, disse. Um dos temas da edição deste ano é a valorização dos sabores da “pobreza”. O Brasil foi convidado como um cartão de visitas para a cozinha da América do Sul. O Congresso propõe a sua redescoberta sob a ótica da gastronomia local. “Esta sempre foi uma região do globo conhecida pela cozinha simples, férias baratas. Nunca a tomamos como uma cozinha importante, como a japonesa ou a espanhola", diz Paolo Marchi. "O brasileiro Alex Atala vai nos mostrar quanta seriedade e ingredientes excepcionais existem na América do Sul, e como os europeus devem olhar com mais respeito para eles. É como se a gente reduzisse a cozinha italiana à pizza”, afirmou o organizador. Responsabilidade
Sem perder de vista os ensinamentos dos europeus, ele lembra que não existe nada mais camponês do que a trufa, hoje um dos produtos mais caros do mundo. “Aqueles produtos que são pobres, simples, usados pelos caboclos, por exemplo, podem chegar num patamar mais elevado da gastronomia mundial. As frutas, as verduras, as ervas, as raízes... quero mostrar o quanto é complexo este bioma e o quanto ele pode acrescentar à gastronomia”, disse à BBC Brasil Alex Atala. Para Atala, dar voz ao regionalismo significa alimentar a busca pelo novo sem deixar de olhar para trás. Na sua palestra ele apresenta o “Horto Amazônico”, com o tucupi e a tapioca, entre outros produtos típicos. O brasileiro propõe um prato de carne com chocolate no qual associa ainda o foie gras com o jambu, uma erva amazônica. O segundo é um prato que une os perfumes e sabores dos bosques europeus - nozes e cogumelos - com aqueles da floresta amazônica - castanhas-do-Pará, de caju e o tucupi da selva, além da castanha de Baru, do cerrado. De sobremesa, sorvete de jabuticaba com wassabi, ingrediente japonês. Pratos sofisticados, ingredientes simples Para o mestre da cozinha italiana Gualtiero Marchesi, não importa o tipo de cozinha, se rica ou simples, o importante é manter a integridade da matéria-prima. “Uns fazem a cozinha barroca, outros a cozinha moderna, eu faço a cozinha minimalista, quem sabe?! Eu amo muito o produto para estragá-lo e esta é a missão mais difícil”, afirmou Marchesi. Para ele, o cozinheiro deve ter a inteligência, a paixão e o paladar como ingredientes fundamentais. Ou seja, além da matéria-prima tem que ter massa cinzenta. Porque não repassar mensagens de "ajuda"Do serviço de Auditoria e
Segurança da Petrobras
O que há
por trás das mensagens de crianças desaparecidas.
segue
abaixo uma boa explicação para NÃO
passarmos
qualquer e-mail de pedido, promoção, protestos ou acusações sem antes verificar
a veracidade dos fatos.
Uma pessoa recebe uma mensagem comovente, com uma
foto de uma criança desaparecida,doente...
e logo depois de receber a comovente mensagem a
repassou para vários amigos.
Veja a resposta
de uma das pessoas que recebeu a mensagem e checou a informação:
''Esse telefone
não é de Niterói.
Se você ligar
direto, sem usar o DDD, a ligação não completa. Se usar o código 21, também não
completa."
Esses e-mails bem apelativos são criados por pessoas inescrupulosas para conseguir algo muito valioso para eles: o seu, o nosso, endereço de
e-mail.'
Qual candidato a deputado, dono de joalheria, diretor de banco, financeira etc., que não quer oferecer seus produtos ou dar o seu 'plá', sem qualquer custo, para uma clientela seleta dessas: você, que é @ans e eu, que sou @Petrobras...
Daí você manda para outros @ans, @iba, eu mando para @Petrobrás, @cvrd etc... Alguém recolhe esses endereços, deleta os @ig da vida e vende por uma nota para os clientes acima. Sou do comitê de segurança da informação da minha empresa e todos os e-mails desse tipo que chegam, eu verifico a validade. Até agora, e já faz mais de dois anos que faço este
trabalho, somente um, foi realmente verdadeiro:
era sobre um cadastramento de pessoas carentes para
fazer cirurgia de palato, (lábio leporino) em crianças. Liguei e era real... O
resto, tudo mentira.
O último foi do banco Santander, que estaria
recrutando pessoas com deficiência física para trabalhar. Aqui, todo mundo ficou
sensibilizado e quando eu recebi, simplesmente entrei no site do banco.
Achei um pop-up que desmentia a notícia... O do banco de olhos em Sorocaba, embora o
hospital exista,não procede a informação ,não estão perdendo córneas, tão pouco
o hospital é maçonico. Liguei e falei pessoalmente com a direção do
mesmo.
Seguem algumas dicas do nosso comitê para não 'cairmos nessa': 1- Escrever um mail ou enviar qualquer coisa pela Internet é fácil... 2- NÃO ACREDITE automaticamente em tudo. 3- Observe o texto, reflita, analise,cheque tudo antes de repassar aos amigos. 4-Quando nós recebemos mensagens pedindo ajuda para alguém, com alguma foto comovente, não repasse apenas 'para fazer a sua parte...' pode haver alguém cheio de más intenções, por trás desse e-mail... Verifique a veracidade das informações... Afinal, próximo de sua casa, há sempre alguém carente que você poderá ajudar, se esta for sua opção de vida. 5-Cuidado! Muito cuidado com mensagens-lista de dados de pessoas , que cada um vai assinando, colocando seus endereços e telefones reais, repassando... Podem facilmente ser utilizados por hackers, assaltantes, seqüestradores etc. 6- E AGORA, O MAIS IMPORTANTE : Quando reenviarem mensagens, RETIREM OS NOMES E E-MAILS DAS PESSOAS POR ONDE AS MENSAGENS JÁ PASSARAM! . E o nome de quem mandou para você também. 7-Existem programas rodando na Internet para pegar 'tudo que tiver antes ou depois de um @'. Isso é vendido para spammers,hackers, cuja intenção muitas vezes é de espalhar vírus ou pishings (programinha que rouba seus dados no seu computador,sem que vce saiba). 8- Quando for mandar uma mensagem para mais de uma pessoa,
NÃO ENVIE COM O 'PARA' NEM COM O
'CC'
ENVIE COM O 'CCO' (CÓPIA CARBONO
OCULTA)
onde não aparecerá o endereço eletrônico de nenhum destinatário.
Fernando Rouco
Steinmann Quando todos nós fizermos isso, livraremos a Internet de 80%
dos vírus e outras inconveniências... January 28 Conto de fodasEra tarde da noite, o caminhoneiro guiava pensando em mulher. Ao avistar uma
plantação de abóboras, ele pensa :
- Uma abóbora... hmmmmm... é... macia, úmida por dentro... Hummmmmmmm..
.(caminhoneiro pensando)
Ninguém por perto, ele pára o caminhão, escolhe a abóbora mais redondinha,
mais "gostosinha"... dá-lhe um talho no tamanho apropriado e, morto de tesão,
inicia a transa. Na empolgação, nem percebe a chegada de uma viatura da
polícia.
- Desculpe-me, senhor ! - interrompe, perplexo, o patrulheiro - mas acaso o
senhor está... transando com uma abóbora ???
O caminhoneiro, assustado:
- Abóbora? Puta que pariu!!! Já é meia-noite...???
Cinderela... ! CINDERELAAAAAAA !!! January 26 Ruim e caro!Parar de fumar pode ajudar a resolver problemas financeiros, avalia consultor
Agência Brasil
“Se pegarmos um maço de cigarro a R$ 2,75 e capitalizarmos a juros de 1% por 30 anos, teremos aproximadamente, R$ 288 mil de provável economia, não apenas para o bolso, mas para a saúde,” explica Domingos. Apesar de o Banco Mundial calcular em cerca de US$ 200 milhões por ano os prejuízos com cigarro para as economias dos países, o consultor ressalta que não são feitas abordagens para demonstrar os prejuízos financeiros individuais causados pelo tabagismo. Segundo o consultor, poupar pequenas quantias, como os gastos com o fumo, pode ajudar a realizar metas e objetivos a longo prazo.“Ás vezes, a pessoa não consegue comprar uma casa. Vou dar um exemplo, tem casa que custa R$ 100 mil. Você fumando por vinte, trinta anos pode comprar duas ou três casas desse valor,” afirma. Para Domingos, grande parte dos problemas financeiros dos brasileiros é provocada pela cultura de consumo imediato, sem a preocupação de guardar dinheiro. Segundo ele, 70% dos brasileiros economicamente ativos têm dívidas com cheque especial, cartão de crédito ou empréstimos, com um valor médio de R$ 1,5 mil. January 25 Da Série: Esse povo me mata de vergonha... Padre se recusa a interromper missa na Itália após morte de fiel
Belo Horizonte Cliente não gosta de omelete e esfaqueia dono de bar
Thiago Herdy - Estado de Minas
Insatisfeito por causa de um omelete, um cliente esfaqueou, na tarde de quinta-feira, o empresário Fernando Pereira de Souza, de 29 anos, dono de um restaurante no Barro Preto, na Região Centro-Sul de BH. Segundo a polícia, o engenheiro aposentado Júlio Pereira de Sales, de 67, reclamou com uma atendente que o seu prato estava sem sal. Ele teria sido grosseiro e, por isso, o marido da funcionária, que é um dos proprietários do restaurante, interveio. Veja a reportagem da TV Alterosa “Perguntei o que estava ocorrendo, ele disse que não estava falando comigo e começou a xingar palavrões”, contou Fernando, que se aproximou para ouvir o que o homem dizia. “Ele questionou se eu sabia com quem estava falando. Pensei que ele ia tirar uma carteira de policial ou coisa assim, mas ele tirou um canivete da pochete, e eu não vi”, lembrou o empresário. Júlio atingiu Fernando com um golpe na cabeça. “Ele queria fugir, mas o segurei até a polícia chegar”, contou. O aposentado causou um corte de 12 centímetros na cabeça do empresário e o sangue assustou funcionários e clientes. Fernando foi atendido no Hospital Felício Rocho, a poucos metros do restaurante. Ele recebeu pontos na cabeça e foi liberado. O aposentado foi conduzido para a 3ª Delegacia Distrital, onde foi ouvido e autuado por lesão corporal. Segundo Fernando, Júlio já tinha visitado o restaurante no dia anterior, quando teria sido mal educado com sua mulher e sua irmã. “Ele chegou querendo caçar confusão. A desculpa foi reclamar do omelete”, justificou o empresário. A receita do prato não será alterada por causa do desentendimento. Eu vejo e recomendo Apaixonado por TV Ailton Magioli EM Cultura Ator, roteirista e diretor, Bruno Mazzeo se destaca como jovem revelação da televisão brasileira. Aos 30 anos, ele vai atuar na próxima novela das sete e prepara o primeiro longa
Apontado como um dos jovens talentos da atual TV brasileira, o diretor e roteirista Bruno Mazzeo se tornou unanimidade desde a estréia da série Cilada no canal pago Multishow. Aos 30 anos, ele se prepara para estrear como ator de novela em Beleza pura, o próximo folhetim das sete da Rede Globo. Bruno já havia chamado a atenção ao escrever para os programas Sai de baixo, Escolinha do professor Raimundo e A diarista. Humorista, destacou-se em Sob nova direção como Rick Lacerda, chefe da personagem de Heloísa Perrisé. Em meio a tanto trabalho, ele ainda encontra tempo para roteirizar seu primeiro longa-metragem, Muita calma nessa hora, que será rodado entre abril e maio. “Seja atuando, escrevendo ou dirigindo, meu interesse é por bons trabalhos, independentemente de ser televisão, teatro ou cinema”, afirma Bruno. Admitindo que nunca foi noveleiro, o filho de Chico Anysio e da atriz Alcione Mazzeo não se esquece de Roque santeiro, que acompanhou na adolescência. “Foi a primeira novela que me deixou chapado”, lembra, também citando Partido alto. “Além disso, há figuras como Tony Ramos. Eu adoro o Tony Ramos, ele é tipo ídolo mesmo.” PORTA-VOZ “Meu objetivo é contar uma história. No caso de Beleza pura, serei apenas o canal ou porta-voz da história que os autores vão querer contar”, afirma. “A novela é o carro-chefe da TV no Brasil. É uma responsabilidade muito grande fazê-la.” O ator não se preocupa com as prováveis cobranças pelo fato de ser filho de Chico Anysio. “Se fui convidado, é por algum motivo. Não caí na novela de pára-quedas. Fui fazendo o meu trabalho e em função dele fui parar lá”, afirma. De acordo com ele, o pai é fã da série Cilada. “Mas ele faz críticas ao programa, sempre construtivas. Estamos sempre batendo bola. Eu seria burro se não usasse isso”, reconhece. Fã do formato “Big brother”, Bruno Mazzeo elogia a atual edição do programa. “Nesta, ainda não sei, mas a personalidade e a história de cada um dos participantes, por si só, já trazem inovações. Claro que o interesse acaba sendo menor do que em relação aos anteriores, até porque os participantes já sabem como funciona.” A única coisa de que ele não gosta é quando o ex-BBB se transforma em celebridade profissional. “Pega mal quando o Diego Alemão vira garoto-propaganda. Teoricamente, nessa condição ele está tirando o espaço de um ator. Isso me incomoda um pouco. O que não significa que eles não possam fazer alguma coisa. A Grazi Massafera, por exemplo, a gente já nem lembra que ela foi uma big brother. A própria Sabrina Sato também”, acrescenta. Em busca de novos formatos Bruno Mazzeo comemora a resposta de público e crítica à série Cilada, exibida no canal a cabo Multishow: “Ficamos entre os 10 melhores programas do ano”, conta, atribuindo o sucesso à qualidade da atração. “Além de liberdade total, temos a possibilidade de ousar em certos momentos. Fora o fato de poder contar com atores, em sua maioria de teatro, que não têm grandes oportunidades na TV.” A quinta temporada será exibida em outubro, depois do sucesso do lançamento em DVD de oito episódios já exibidos – “Academia”, “Acampamento”, “Churrascaria”, “Cinema”, “Escritório”, “Praia”, “Spa” e “Supermercado”. A atração já ganhou comunidade no Orkut. “Não se trata de formato inédito, mas de mistura de formatos que acabou funcionando superbem na maneira de contar uma história”, diz Bruno. Ao escrever os roteiros de Cilada, ele jamais pensa se o programa é feito para a TV aberta ou fechada. “Isso já é por influência de meu pai, Chico Anysio. Na TV, você tem de ser compreendido por todos, porque ela não seleciona. Qualquer pessoa pode estar assistindo àquele programa, então tem de ter a preocupação de falar para todo mundo. Aí confio no meu bom senso, sabendo que a pegada do programa é diferente. Lógico que a pegada do Cilada não pode ser a mesma de A diarista. Mas tento não pensar nisso. Até porque aprendi que a gente não tem de dar a comida na boca dos outros, mas colocá-la no anzol e deixar as pessoas pegá-la”, ensina o jovem humorista. A propósito da polêmica envolvendo o fim precoce da série A diarista, da qual era um dos autores, Bruno Mazzeo diz não saber se o programa voltará ao ar. “Se voltar, volta ‘sem migo’”, brinca. Ele explica que, particularmente, não tem mais vontade de trabalhar no humorístico protagonizado por Cláudia Rodrigues. Algum problema? “Vamos dizer que houve problemas e que cansei também”, desconversa. “A relação com Cláudia Rodrigues não era das mais agradáveis”, revela. Como funcionam os grandes prêmios Oscar 2008
Prêmios para todos os gostosSaiba a história e o funcionamento de todos os maiores prêmios do cinema mundialO ano começou mal para as comemorações hollywoodianas com o cancelamento da festa de entrega do Globo de Ouro, torpedeada pela greve dos roteiristas. Mas a divulgação melancólica dos premiados da imprensa estrangeira está longe de encerrar a seqüência de troféus e prêmios que desaba sobre a comunidade artística a cada ano. São tantas as listas de melhores e homenagens vindas de todas as direções que a temporada já tem nome próprio. A award season, temporada de premiações, marca o momento de tirar os "Manolos" e "Diors" do armário, polir os discursos e encenar com precisão mais um papel, o de indicado. Um cabeleireiro de Los Angeles definiu a correria de uma noite de festa como se todas as suas clientes decidissem casar no mesmo horário. Já para os atores, o momento mais difícil é o de manter o sorriso quando o nome de outro é revelado como vencedor. Para diminuir o constrangimento, a Academia alterou há alguns anos a frase mágica de "o vencedor é" para "o Oscar vai para". Não mudou o sentimento de derrota de quem sai de mãos vazias, muito menos o de vitória de quem carrega o homenzinho dourado pelo resto da noite. Mas Hollywood não ficou do tamanho que é sem aprender como conviver com a vaidade humana. Basicamente, os prêmios para a TV, cinema e teatro dividem-se por sua respeitabilidade, importância comercial e forma de escolha. A grande maioria tem seus vencedores escolhidos por comitês, enquanto alguns dos mais famosos, como o Oscar e SAG, contam com eleições votadas por milhares de sócios da entidade responsável pelo troféu. Outros, ainda, são fruto da votação do público, como o People’s Choice Awards. A variedade é também geográfica. Além dos troféus mais conhecidos, em sua maioria estadunidenses, somados a alguns europeus, a lista espalha-se pelo globo com eventos como o Festival Panafricano de Cinema e TV de Ouagadougou, em Burkina Faso, ou os Genie Awards, no Canadá. Há, também, os festivais de cunho ideológico, como o de Sundance, que se equilibra entre o brilho hollywoodiano e a identidade de ser um evento revelador de novos talentos. Na mesma linha, o Independent Spirit Award tenta definir o que é um filme independente num momento em que os grandes estúdios criam grifes dedicadas a produções menores, e filmes que não deveriam ter ligação com os grandes produtores são estrelados por elenco hollywoodiano. Indiscutivelmente o prêmio mais famoso do cinema, mesmo com as seguidas acusações de que o mérito é mais do departamento de marketing dos estúdios do que da parte artística, o Oscar ocupa o topo da lista. Seu peso comercial acabou forçando outros grupos a repensarem seus prêmios. Recentemente, a Academia Britânica, responsável pelo BAFTA, alterou seu cronograma para que seu troféu não ficasse perdido na temporada pós-Oscar, quando vencedores e perdedores da bilheteria já foram escolhidos. Na via contrária, o peso qualitativo dos prêmios europeus, como a Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cannes, forçou a organização do Oscar a colocar limites rígidos nas campanhas dos estúdios pelos votos. Os anos recentes marcaram o fim das festas, dos presentes e gastos desenfreados. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas já tem o sucesso de marketing e a durabilidade. Agora quer recuperar a respeitabilidade. Ou conquistá-la. O mesmo querem os organizadores dos vários troféus distribuídos pelos sindicatos que reúnem os profissionais de cinema, teatro e TV, seja o Directors Guild Award, sindicato dos diretores, ou o agora famoso em virtude da greve que organizou, Writers Guild of América, o sindicato dos roteiristas. Poucos conseguirão a durabilidade do Festival de Veneza, o mais antigo dos festivais, e outros, como o TV Guide, serão cancelados depois de algumas edições. Ficarão os mais importantes, ou os mais bem sucedidos em atrair estrelas e o público. A seguir, alguns dos prêmios que vão agitar o mercado em 2008, em ordem cronológica:
SAG
Bafta
Festival de Berlim
César
Independent Spirit
Framboesa Dourada
Oscar
Festival de Cannes
Tony
Festival de Veneza
Emmy
Calendário
Ninguém é perfeitoO segredo reveladoSaraladevi foi o
grande amor de Mahatma Gandhi e sua esposa sabia muito bem disso, assim como
seus filhos.
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HQ & EDUCAÇÃO Por Wemerson Augusto em 22/1/2008 | |
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As histórias em quadrinhos (HQ), com suas diferentes formas e técnicas de expressão, atraem há tempos diferentes gerações e mídias. Nestes quase 130 anos de existência nos meios de comunicação de massa, as manifestações quadrinísticas sobreviveram à decolagem de muitas outras mídias e julgamentos atrapalhados. No Brasil, a estréia da 9ª arte acontece em 1869, com o traço do italiano, naturalizado brasileiro, Angelo Agostini. No desenho desse artista, nascem As Aventuras de Nhô Quim. As narrativas visuais são com personagens permanentes e questionadores dos valores da monarquia da época. A arte, que é muito diferente da qual o público conhece hoje, foi publicada originalmente na revista Vida Fluminense. Experimento semelhante, com algumas diferenças ideológicas, foi lançado nos Estados Unidos em 1895. Conhecido no Brasil como Menino Amarelo Yellow Kid estampava dezenas de mensagens em sua roupa, com histórias incompletas e sensacionalistas. De lá para cá, muitas mudanças ocorreram no universo da linguagem quadrinhográfica. Algumas adaptações foram motivadas pelos avanços tecnológicos, outras por influências literárias. Acomodações que continuam construindo as HQ e fazem delas algo ímpar e às vezes sobrenatural. As brigas comerciais dos jornais New York World e New York
Journal pelo uso da imagem do menino amarelado não existem mais. Agora, a
briga entre os meios de entretenimento é pelo público leitor. O Nhô Quim
também não se aventura mais. A monarquia, felizmente ou infelizmente, acabou.
Enfim, os tempos e os interesses são outros.
Aulas com quadrinhos
Seres quadrinizados migram para as telas de cinemas, literatura, jogos eletrônicos, propaganda, exposições, festivais e shoppings. Baseados em pesquisa de empatia, personagens típicos dos quadrinhos ganham o mundo da ficção e principalmente de jovens e adultos apaixonados pela arte. Além de prestarem serviços instrutivos em manuais técnicos e livros, através das story-board e simulações de diversos contextos em jornais. Mesmo com tantas utilidades, uma das maiores instituições de transformação da sociedade, a escola, finge acreditar neste potencial cultural dos quadrinhos. De forma superficial, muitos colégios aplicam exercícios com auxílio de revistas em quadrinhos das principais editoras nacionais e internacionais. No país são raros os experimentos verdadeiramente comprometidos para o crescimento crítico do aluno, por meio da linguagem que o mundo vê, e a escola faz de conta que enxerga. São muitos os educadores e ativistas culturais que trilham este caminho e são arduamente interrogados com a seguinte questão: "Assim ,eles vão querer ficar só lendo quadrinhos." Então, não seria a hora de elaborar, entre muitas outras atividades, aulas com personagens dos quadrinhos? Por que a imprensa, a indústria cinematográfica e os meios de entretenimento servem-se com tanta freqüência desta literatura? | |
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NÚMEROS AO LÉU Por Carlos Brickmann em 22/1/2008 | |
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Varia conforme o site, varia conforme a edição. Mas a quantia que o presidente George Bush pretende injetar no mercado para evitar a recessão nos Estados Unidos varia, de um noticiário para outro, de 130 a 150 bilhões de dólares. Coisa pouca: os 20 bilhões de dólares a mais, ou a menos, são aproximadamente a fortuna de Roman Abramovich, o dono do time do Chelsea, um dos homens mais ricos do mundo. São suficientes para englobar a fortuna de uns vinte Antônios Ermírios. E cobrem com facilidade a CPMF de um ano inteiro. Só os números são confusos? Não! O correspondente do Washington Post em Buenos Aires fez longa reportagem sobre a luta de dois sertanistas da Funai para provar a existência do último índio de uma tribo em Roraima. Este índio, diz a reportagem, se hospeda em grutas, vive sozinho e fala uma língua desconhecida. Fala com quem, cara-pálida? Se vive sozinho, quem é que o ouviu falar? Se nem sua existência está comprovada, como se sabe onde dorme? A matéria lembra um pouco aquele standard que costuma ser divulgado em 19 de abril, Dia do Índio: quando Cabral chegou ao Brasil, havia aqui cinco milhões de índios. E quem os contou? Se hoje, saindo das cidades amazonenses, há lugares em que só se chega após quatro ou cinco dias de barco, como recensear naquela época, e sem sair da praia, os índios que viviam no Alto Rio Negro? Razão cabe ao sábio Renato Pompeu, grande caráter, grande texto: para avaliar
a precisão do noticiário, leia alguma coisa que você testemunhou. É
terrível! Os números, sempre Agora foi a lavagem das escadas da igreja do Senhor do Bonfim, com 2 milhões de pessoas ou dois terços da população de Salvador. Os números continuam sendo uma casca de banana no caminho dos jornalistas: como os meios de comunicação se negam a medir o local das manifestações, acaba valendo o número mais interessante para o promotor do evento. E haja milhões! Bom, dá para fazer um cálculo aproximado sem medir o local do evento. Não é
tão preciso, mas já é alguma coisa. Observe as fotos e vídeos da largada da
maratona de Nova York, ou de Paris. É um monte de gente, muita, muita gente.
Mais tarde, a organização divulga o nome das pessoas que concluíram a maratona
(em número obviamente menor do que os que a iniciaram). Ali deve haver algo como
quarenta, cinqüenta mil pessoas. Um milhão é vinte vezes aquela multidão. É
gente demais mais, com certeza, do que cabe na Avenida Paulista [ver "Sempre
cabe mais um milhão"]. A vida e a morte Primeiro surgiu a turma do "risco de morte", em vez do tradicional risco de vida. Agora a coisa está evoluindo: há quem defenda a tese de que "risco de vida" é uma expressão errada. Não, não é: nem literária, nem juridicamente. E, se o jornalista Rogério Mendelski a utiliza, com certeza não está errada. Tomemos na literatura a doença do momento: em O Cortiço, Aluísio Azevedo escreve: "Delporto e Pompeo foram varridos pela febre amarela e três outros italianos estiveram em risco de vida". Em Quincas Borba, de Machado de Assis, há um "salvar uma criança com risco da própria vida". Nos dicionários, veja Houaiss: "risco de vida". No Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia de Ciências de Lisboa, "risco de vida" e "perigo iminente de morte" são tratadas como expressões equivalentes. Juridicamente, diz o Código de Ética Médica: "em iminente risco de vida". E há as Gratificações por Risco de Vida. Quem quiser falar em risco de morte, sinta-se à vontade. Está correto. Mas risco de vida é tão correto quanto e muito mais tradicional. | |
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FLASHES NA AUDIÊNCIA Por Débora Pinho em 22/1/2008 | |
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Os limites da imprensa para divulgar imagens de audiências em que os processos correm em segredo de justiça passaram a dividir opiniões recentemente. A questão central girou em torno da necessidade da aplicação do sigilo nas ações judiciais que despertam o interesse público. O cenário que gerou a discussão no mundo jurídico foi o Fórum da Comarca de Cuiabá, em Mato Grosso. No dia 11 de janeiro deste ano, o juiz Rondon Bassil Dower Filho, da 4ª Vara Criminal de Cuiabá, deu voz de prisão aos cinegrafistas Belmiro Dias, da TV Record; Marcos Alves, da TV Centro América, filiada da Rede Globo; e ao fotógrafo Otmar de Oliveira, do jornal A Gazeta. Eles tentavam registrar imagens da audiência em que prestavam depoimentos acusados de formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva dentro da 2ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá. O caso é famoso. Servidoras e ex-estagiários respondem à acusação de que montaram um esquema ilegal no Fórum para agilizar o trâmite de processos de presos. A ex-escrevente, Beatriz Árias, condenada como co-autora pela morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral, é uma das rés. Ela é acusada de intermediar as negociações com advogados. O cerne da questão é o segredo de justiça decretado no processo. Depois de mais de 40 minutos de audiência, os cinegrafistas e o fotógrafo passaram por uma ante-sala que estava sem funcionários para dar informações sobre a possibilidade de se fazer imagens no local dos depoimentos. Como a porta onde acontecia a sessão estava aberta, eles tentaram fazer as imagens. O juiz deu voz de prisão a eles, que somente foram liberados depois de assinar documento comprometendo-se a não divulgar as imagens. Vozes e imagens A possibilidade de divulgação de imagens e vozes em audiências, cujos processos correm em segredo de justiça, levantou uma questão de Direito: a voz e a imagem das pessoas estão em segredo de justiça assim como o processo? Uma corrente jurídica defende que sim. Afirma que não pode ser gravada nem a voz nem a imagem dentro das audiências porque aqueles atos são sigilosos e fazem parte da tramitação do processo. Gravações somente podem ser feitas na entrada e na saída, mas não nas salas de audiências. Outra corrente afirma que apenas a voz não pode ser gravada, mas a imagem sim. Essa corrente considera que o processo e as vozes, que são transcritas para integrar os autos, fazem parte do sigilo judicial. E existe ainda quem defenda que as imagens podem ser divulgadas desde que entregues por uma fonte. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, considera que nem mesmo filmagens ou fotografias podem ser permitidas nos locais de audiências sigilosas. Os motivos são simples. Nas filmagens, há áudios que podem ser reproduzidos posteriormente na TV. E fotógrafos podem narrar os fatos para um jornalista reportar no jornal. Dessa forma, para o ministro, o segredo perderia o significado. Entretanto, os acusados podem ser filmados fora do ambiente em que são interrogados. O presidente da OAB de Mato Grosso, Francisco Faiad, também advogado do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, afirma que não haveria prejuízos para o processo se as imagens fossem feitas no Fórum. "Bastava o juiz paralisar o interrogatório enquanto eram feitas as imagens. Depois, pediria para os cinegrafistas e fotógrafo saírem e prosseguiria a audiência", explica o presidente da OAB. O advogado das Organizações Globo, Nilson Jacob, especialista em crimes de imprensa, entende que não podem ser feitas filmagens, fotos e gravações de audiência cujo processo corre em sigilo. "Entretanto, o material pode ser levado ao ar se for obtido por outras fontes posteriormente", ressalva. Para Jacob, "não há nenhum crime nesse caso porque a proibição vale apenas durante a audiência ou o julgamento". O problema de filmar, gravar ou fotografar os fatos na hora é que os réus e testemunhas podem ficar constrangidos, explica ele. O segredo A necessidade de o caso tramitar em sigilo e a falha administrativa do Fórum, que não tinha nenhum servidor para advertir os cinegrafistas e fotógrafo sobre a proibição das imagens, são alguns dos pontos que merecem reflexão. Afinal, se a audiência era privativa, a porta não deveria nem mesmo estar aberta. E o mínimo que se espera de um órgão público é que haja funcionários para prestar informações ao público. "O próprio juiz reconheceu que não houve dolo porque não havia funcionários para informá-los sobre o segredo de justiça nem um aviso. Eles não terão de responder por isso", explica Faiad. É importante lembrar o que diz o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal: "Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação". O ministro Carlos Ayres Britto, do STF, tem a tendência de privilegiar sempre em seus julgamentos mais a informação do que o sigilo. Para tanto, tem como base o trecho final do artigo 93. Ele tem entendido que o sigilo é exceção. A regra é a transparência dos autos. O ministro Marco Aurélio e o vice-presidente do Supremo, Gilmar Mendes, pensam da mesma forma. Sempre enfatizam o interesse público. No entanto, Gilmar Mendes é cauteloso quando o assunto é segredo de justiça. Ele considera perigoso criar algum tipo de imunidade para jornalistas por causa da projeção que se pode atingir. Em tese, se houvesse tal imunidade, seria aberta brecha até mesmo para os profissionais contratarem alguém para bisbilhotar conversas telefônicas. "Liberdade de imprensa tem limites. No estado de direito, não há soberanos. Todos estão submetidos às regras", diz ele. No entanto, Gilmar Mendes reconhece que a imprensa não pode ser impedida de noticiar fatos em segredo de justiça se os documentos lhe são enviados, por exemplo, ou se chega à informação de outra forma. É o que ele chama de acesso livre aos fatos. Ecos Depois do episódio, representantes de advogados e desembargadores manifestaram solidariedade aos cinegrafistas e fotógrafo. O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Paulo Lessa, emitiu nota para lamentar o fato. "Estamos trabalhando intensamente pela construção de uma Justiça mais acessível, efetiva e transparente e a imprensa tem papel fundamental nesse processo", afirmou. A OAB considerou "desproporcional" a medida adotada pelo juiz. Nesta sexta-feira (18/1), o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso divulgou nota em que repudia o acontecimento [ver abaixo]. A nota deve ser enviada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao Conselho Nacional de Justiça. | |
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FUTEBOL & NEOLOGISMOS Por Deonísio da Silva em 22/1/2008 | |
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Narradores e comentaristas de futebol deram, ao longo de décadas, uma preciosa lição de língua portuguesa. Aceitaram os inevitáveis neologismos de um esporte cujo berço foi a Inglaterra, mas adaptaram os vocábulos estrangeiros. Nas seções dos jornais – "Há Cinqüenta Anos" –, é possível rastrear as alterações havidas na viagem das palavras. Assim, goal virou gol; goal keeper, depois keeper, quíper e, por fim, goleiro. Beque chegou a ser escrito back – bacck e backs nas revistas A Cigarra e Fon-fon – até consolidar-se como beque, ao ser acolhida esta forma pelo Dicionário Aurélio, já na década de 1970. Mais tarde, foi substituído pelo espanhol zaguero, depois adaptado para o português zagueiro, desdobrado em quarto-zagueiro e zagueiro-central. Há apenas algumas décadas, foram introduzidas as variantes ala e lateral, de que são exemplos lateral-direito e lateral-esquerdo. O ala, provável contribuição do técnico Cláudio Coutinho, mudou a designação de lateral porque ele queria que os laterais avançassem e os pontas recuassem para ajudar a defesa, invertendo posições, como Zagalo – hoje Zagallo, por opção própria – já tinha feito na Copa de 1958. Mídia não era arrogante Hoje, é comum que os narradores digam que o time tal vai jogar com dois volantes, mas nos primórdios do futebol foi apenas um e era conhecido como center-half. O centroavante já foi center-forward quando os cinqüentões de hoje eram meninos. Sou a favor de que seja discutido o projeto do deputado Aldo Rebelo. Algo tem que ser feito para coibir os abusos, para sinalizar que a língua portuguesa tem dono, que não são os gramáticos, mas o povo. O Prêmio Nobel de Literatura José Saramago, que não pode ser considerado ortodoxo em matéria de gramática da língua portuguesa, cada vez que vem ao Brasil espanta-se com a enxurrada de neologismos dispensáveis, às vezes em estado bruto, sequer adaptados à língua portuguesa. As empresas aéreas, por exemplo, continuam escrevendo ticket em vez de tíquete ou bilhete. Alguns podem objetar que não foi necessária lei alguma para que as adaptações fossem feitas no futebol. É verdade, mas naquele tempo a mídia não era arrogante e, humilde, pelo menos no campo do futebol, ia acolhendo os registros populares. Já não se aprende a ler... Hoje o quadro é diferente. A mídia já tentou impor play-offs em vez de semifinal e final, tão brasileiras, por influências do tênis, que, aliás, já foi grafado tennis. Há exemplos da ditadura da mídia em outros campos, tal como song book, na música, em lugar da bela palavra, genuinamente portuguesa, cancioneiro. Há também outras distorções. Os telejornalistas já não nos desejam os tradicionais cumprimentos de bom-dia, boa-tarde ou boa-noite, mas apenas variações ridículas do exagero, tomado como medida usual. Assim, ótimo dia, excelente tarde e excelente noite entraram como insolentes curingas nesse estranho torneado da nova língua portuguesa que querem nos impor. Naturalmente, em inglês dirão good morning, pois a língua inglesa respeitam! E que faz a escola? Ensina a língua portuguesa com métodos e bibliografias que estão levando ao rebaixamento e ao descalabro em que nos encontramos: já não se aprende a ler nem a escrever nas primeiras séries do ensino fundamental. Foi neste contexto que surgiram os colunistas especializados em língua portuguesa. Alguns deles se dizem professores, mas também neste caso a designação é problemática. | |
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TSE & ESCOLARIDADE DO ELEITOR Por Venício A. de Lima em 22/1/2008 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem divulgando, ao longo desse mês de janeiro, diferentes informações sobre os eleitores brasileiros consolidadas para dezembro de 2007. Na quarta feira (16/1), foi a vez da escolaridade do eleitor. Trata-se de dados de grande interesse público, sobretudo para políticos, partidos e outras entidades envolvidas no processo eleitoral no ano em que serão realizadas eleições municipais em todo o país. Como não poderia deixar de ser, houve repercussão imediata na grande mídia. O principal telejornal da televisão brasileira, o Jornal Nacional da Rede Globo, deu matéria com a chamada "Mais de 6% dos eleitores brasileiros são analfabetos", seguida do texto: "Mais da metade dos eleitores brasileiros não completou o ensino fundamental. O levantamento do Tribunal Superior Eleitoral mostra ainda que mais de 6% são analfabetos e pouco mais de 3% têm formação universitária. O Nordeste concentra o maior percentual de eleitores com baixo grau de escolaridade: 70% não completaram o ensino fundamental." No dia seguinte (17/1), os principais jornais de referência nacional trouxeram matéria sobre o assunto com os seguintes títulos: ** O Globo: "Maioria dos eleitores tem baixa escolaridade" ** Folha de S.Paulo: "51% dos eleitores não têm ensino fundamental" ** O Estado de S.Paulo: "57,96% dos eleitores têm baixa escolaridade" ** Jornal do Brasil: "Eleitores têm baixa escolaridade" ** Correio Braziliense: "Eleitores estudaram pouco" O enquadramento predominante nas matérias salientava o "quadro dramático" da baixa escolaridade dos eleitores brasileiros, expresso no fato de que a maioria deles "não conseguiu sequer completar o ensino fundamental" e também nas enormes desigualdades regionais. No Estadão e no Correio há também a opinião de dois cientistas políticos versão impressa dos fast-thinkers de Pierre Bourdieu interpretando os dados do TSE como indicadores de que "cria-se um ambiente pavimentado para quem quiser se eleger, se aproveitar" e de que "esse tipo de eleitor [de baixa escolaridade] é mais suscetível à barganha. Qualquer oferta de tijolos, telhado, qualquer favor pode influenciar" (sic). Jornais comeram mosca É necessário, no entanto, que se façam qualificações importantes sobre os dados do TSE e, sobretudo, sobre a forma de sua divulgação pela grande mídia. 1. Primeiro, o leitor atento deve ter observado que nas matérias de quatro dos cinco jornalões brasileiros O Globo não julgou necessário incluir a informação havia, apenas de passagem, uma advertência fundamental feita pelo próprio TSE: "os dados podem apresentar defasagens porque a escolaridade foi declarada no ato do alistamento". O que isso significa exatamente? Ao contrário das informações sobre faixa etária, atualizadas anualmente a partir da data de nascimento do eleitor, a escolaridade para o TSE continua a ser aquela declarada quando se faz o alistamento eleitoral. Quem se alistou com 18 anos (até 1988) ou com 16 (desde a Constituição de 1988), quando no limite se alcançava o 2º grau (hoje, ensino médio), mesmo que tenha prosseguido nos estudos (concluído o ensino médio e/ou o superior) aparecerá nas estatísticas com a escolaridade declarada no alistamento, salvo se procurar o TSE para atualização dos dados. Vale dizer, os dados do TSE sobre escolaridade do eleitor são apenas indicativos, não podem ser considerados como estatisticamente confiáveis. Ao analisar as eleições presidenciais de 2006, o sociólogo Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populi, atribui às mudanças nos padrões de escolaridade a primeira e mais fundamental razão para a inadequação do modelo de "formação de opiniões" que prevalece entre nós. Valendo-se de dados do censo do IBGE e da PNAD, ele comenta que... "...na nossa primeira eleição presidencial moderna, apenas 20% dos eleitores tinha mais que o primeiro grau. Hoje, ultrapassam os 40%. Inversamente, a parcela com baixíssima escolaridade caiu de perto de 60%, para cerca de um terço do eleitorado. Em termos absolutos, tivemos, em 2006, mais de cinqüenta milhões de eleitores com, pelo menos, parte do segundo grau, com ele completo ou com acesso à educação superior, contra apenas dezoito milhões em 1989, nas mesmas condições". [cf. quadro abaixo e Marcos Coimbra, "A mídia teve algum papel durante o processo eleitoral de 2006?" in V. A. de Lima (org.); A mídia nas eleições de 2006; Perseu Abramo, 2007). Escolaridade do Eleitorado - Brasil 1989 e 2005
Fonte: IBGE/PNAD-1989/2005. Da mesma forma, a sexta edição do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF/Brasil), estudo realizado pelo Ibope em parceria com o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa, divulgado em dezembro de 2007, revela significativo avanço em termos de alfabetismo funcional (ver quadro abaixo).
As conclusões do estudo indicam: "Reduz-se a proporção de indivíduos classificados como analfabetos absolutos e no nível rudimentar de alfabetismo (equivalente, neste ano, a 7% e 25% da população na faixa etária pesquisada, ante 12% e 27% nas primeiras edições do INAF em 2001/2002). Já os níveis básico e pleno têm crescido solidamente: de 34% para 40% e de 26% para 28%, respectivamente no mesmo período. Esta evolução pode ser associada à crescente escolarização da população brasileira, que aumentou significativamente nas últimas décadas. A parcela de crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos freqüentando a escola, por exemplo, praticamente se universalizou, graças ao maior acesso e permanência na escola" [ver aqui]. Como se vê, ao não questionarem os dados do TSE e não contextualizá-los em perspectiva histórica, os jornalões deixaram de perceber que a grande notícia sobre a escolaridade dos eleitores no Brasil é o seu formidável avanço nos últimos anos e, inclusive, as importantes implicações desse avanço já observadas no comportamento eleitoral. Leitura do mundo 2. Um segundo ponto que o leitor deverá ter observado é que, embora as matérias dos jornalões (e do JN) se refiram ao fato da maioria dos eleitores não haver conseguido completar o "ensino fundamental", não existe nelas qualquer explicação sobre o que seja ensino fundamental. Na verdade, desde 2006 (Lei nº 11.274), o artigo 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação passou a ter a seguinte redação: "O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social." O ensino fundamental completo, portanto, se refere hoje ao que antigamente se chamava de 1º grau, acrescido de mais um ano, isto é, um ano do antigo pré-primário, todo o antigo curso primário mais o antigo ginásio. Não é apenas saber ler e escrever, é muito mais do que isso. 3. Terceiro, e talvez mais importante, o leitor atento haverá notado que as matérias dos jornalões não fazem qualquer diferença entre escolaridade e capacidade cognitiva, de análise, do eleitor. Independente do fato de que a escolaridade se relaciona positivamente com maior articulação do pensamento e capacidade crítica, a ausência de instrução formal não pode ser identificada, sem mais, com a incapacidade de pensar e raciocinar de forma independente. O que se viu nas eleições de 2006, aliás, foi exatamente o contrário. Desde a década de 1960, nosso maior educador, Paulo Freire, já chamava atenção para o fato de que mais importante do que ser alfabetizado, isto é, saber ler e escrever, era saber "ler o mundo". Aliás, Freire mostrou que, muitas vezes, o processo de alfabetização formal (do tipo "Pedro viu a asa; a asa é da ave" e "Eva viu a uva") dificulta a aprendizagem da leitura do mundo, ao contrário de facilitá-la. No mundo contemporâneo, a escola e a educação formal fornecem apenas parte do imenso conjunto de informações de que cada um de nós necessita para fazer o sentido do mundo, compreendê-lo e tomar as decisões do dia-a-dia, inclusive nos processos eleitorais. Jornalismo apressado No final das contas, as matérias sobre os dados divulgados pelo TSE revelam a pobre qualidade do jornalismo que, infelizmente, tem prevalecido na grande mídia brasileira: não se questionam nem se contextualizam as informações. Esse jornalismo apressado e pouco profissional, além de desrespeitar e informar mal ao leitor, certamente contribui para distanciar, ainda mais, a mídia brasileira de seu principal papel, que é servir ao interesse público. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Agência Estado |
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