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    April 29

    Crendices sobre emagrecimento

    Vinte e Uma Crenças sobre Emagrecimento
    Saiba as que são verdadeiras e as que não passam de um mito, criados pela imaginação popular
    Por Laís de Castro
    Consultoria: André Facchin, nutricionista

    1. Comer duas fatias de abacaxi depois das refeições ajuda na digestão de gorduras e ainda joga boa parte delas fora! 
    Mito: Assim como todos os alimentos ácidos, o abacaxi ajuda na digestão, porém, não interfere na absorção das gorduras. ou seja: não emagrece!

    2. Dormir depois de comer engorda! 
    Mito: Recentemente, ficou comprovado que repousar 20 minutos após as refeições ajuda na absorção de nutrientes. O que engorda não é dormir, é comer em excesso!
     
    3. Azeite de oliva é uma excelente alternativa à manteiga. Mas é calórico e pode engordar!
     
    Verdade: Cada ml de azeite possui 9 calorias como qualquer outra gordura. Mas, o azeite é uma gordura de excelente qualidade que pode e deve ser ingerida como alternativa para a manteiga ou margarina.
     
    4. Tomar cerveja dá barriga!
    Verdade: Cerveja em excesso dilata o estômago e facilita o aparecimento da temida barriga.
     
    5. Forrar o estômago com um copo de vinagre antes das refeições impede que a pessoa engorde com aquilo que vai consumir
     
    Mito: Além de ser uma mentira, fazer isso pode causar uma irritação no estômago e, com o tempo, se transformar em uma úlcera, pois o vinagre é muito ácido.
     
    6. Um copo de água gelada em jejum emagrece!
    Verdade: Não só em jejum. A água gelada queima calorias, pois, para o controle da termogênese, o corpo precisa elevar a temperatura da água até 36,7 graus e, para isso, ele gasta uma boa quantidade de calorias.
     
    7. Chupar gelo durante duas horas por dia ajuda a perder peso.
    Verdade: Assim como a água gelada, como falamos no item anterior, ajuda a emagrecer, sim. Mas, não precisam ser duas horas seguidas. Bastam alguns minutos por dia (digamos, de 5 a 10, alternados).
     
    8. Passar três dias tomando uma sopa bem ralinha emagrece!
    Mito: A pessoa perderá líquido e peso, porém, não eliminará gordura, o que, de fato, seria o mais importante. Além disso, pode deixar o organismo perigosamente fraco.
     
    9. Café de máquina é mais calórico do que o preparado no coador.
    Mito: O café é o mesmo em qualquer ocasião. O que pode mudar é a quantidade de açúcar que você coloca nele. E isso, sim, vai fazer com que um ou outro fique mais calórico. No entanto, os cafés expresso ou turco possuem duas substâncias (cafesol e kaheol) que aumentam os níveis de colesterol total e do LDL (mau colesterol). As substâncias surgem no café quando ele tem contato com a água fervida e ficam presas ao filtro de papel ou pano. Como estes tipos de café não são filtrados, contêm vários níveis elevados dessas substâncias. Logo, quem tem colesterol alto, deve tomar a bebida coada.
     
    10. Chá verde emagrece!
    Verdade: Esse chá auxilia no incremento do metabolismo, facilitando assim a queima de alguns quilinhos.
     
    11. Beber água durante as refeições engorda!
    Mito: Não engorda, pois água não tem calorias.
     
    12. Comer carboidratos à noite engorda mais do que consumi-los no almoço!
    Mito: Carboidrato é carboidrato a qualquer hora do dia. Sempre vai ter o mesmo número de calorias (4 por grama). O ideal é consumi-lo com moderação no decorrer do dia. Na verdade, o metabolismo é mais lento à noite, mas isso vale para qualquer alimento, não só carboidratos.
     
    13. A dieta vegetariana cria uma lacuna de proteína animal que pode ser fatal!
    Mito: O vegetariano, se estiver bem instruído, pode encontrar todos os nutrientes mesmo sem comer carne.
     
    14. As proteínas de origem animal engordam mais do que as vegetais!
    Mito: Ambas possuem 4 calorias por grama.
     
    15. Se você comer só um tipo de fruta por dia (nunca dois ou mais), perderá peso já na primeira semana! 
    Mito: O ideal é que se consuma, além de todos os alimentos, de 3 a 4 porções de frutas variadas diariamente, para auxiliar na boa saúde e perda de peso.
     
    16. O tomate tem lipocopeno, que previne o câncer de próstata. E, em boa quantidade, é um poderoso emagrecedor!
    Mito: Infelizmente, o tomate não emagrece. Mas é um excelente alimento.
     
    17. Iogurte light ajuda a perder peso porque estimula o intestino!
    Mito: Auxilixar no fincionamento não quer dizer que vá emagrecer. Não se iluda!
     
    18. Pessoas que nascem com tendência para engordar jamais serão magras.
    Mito: Qualquer indivíduo que tenha uma alimentação e um estilo de vida saudáveis pode, sim, ter um corpo esguio e manter o peso correto para ela.


    19. Comer dois dentes de alho depois das refeições auxilia na diminuição de absorção de gorduras pelo organismo!
    Mito: As propriedades do alho não estão ligadas a emagrecimento.

    20. Água morna com limão em jejum ajuda a detonar uns quilinhos. 
    Mito: Água morda pode soltar o intestino e limão em jejum pode levar a uma irritação no estômago. 

    21. Tomar pílulas anticoncepcionais engorda.  
    Mito: O termo engordar significa ganhar gordura e não é isso que acontece. Na verdade, algumas dessas pílulas acabam ajudando a reter líquidos no corpo e, isso, aparentemente é um ganho de peso. No entanto, não passa de aparência, já que não há aumento de gordura no corpo.
     ****

    Recebido do Dr. Carlos Eugênio Ventura

    MEDICINA PREVENTIVA / ORTOMOLECULAR / NUTROLOGIA

    Maldade

    Vejam só que maldade.

    Se bem que os mais velhos não vou conseguir ver nem clicando para aumentar... kkk Mostrando a língua

    Inté.

    Estressado é pouco!

    Monografia do nervosão [muito boa]
    TCC Mackenzie  -  Pedido de aluno do Mackenzie ao Café Pilão:


    Prezados Srs., gostaria de verificar a possibilidade da realização de uma entrevista com o responsável pela Área de Marketing a respeito do
    mercado de café tipo exportação no Brasil.

    Eu e meus colegas somosalunos do curso de Administração/ Comércio Exterior da UniversidadeMackenzie e temos como tema do trabalho de conclusão de curso ainfluência do selo "tipo exportação" no consumo de café no Brasil.

    A idéia é estudarmos os efeitos do produto exportável no mercado doméstico e por isso selecionamos profissionais do mercado de café cuja opinião nos seria de algum valor. A entrevista seria agendada conforme a  disponibilidade da sua empresa e não levaria mais do que 1h.
    Aguardo um retorno, e desde já agradeço.

    Resposta do Café Pilão:

    Agradecemos o seu contato e o seu interesse no nosso Café Pilão. Informamos que nós, do Café Pilão, possuímos uma política para
    divulgação das informações sobre os nossos produtos e sobre a nossa empresa. Desta forma, disponibilizamos o site para que o estudante tenha acesso às informações sobre a marca do produto e a empresa possíveis de  serem divulgadas. Você poderá acessar nossa página pelo endereço:
    http://www.cafepilao.com.br/ <http://www.cafepilao.com.br/ > .
    Esperamos que você possa apreciar o site do Café Pilão, pois ele foi especialmente desenvolvido com todo carinho para você! Mais uma vez agradecemos o seu contato e colocamos o Serviço de Atendimento ao Consumidor a sua disposição. 

    Um abraço,
    Gledes de Souza
    Serviço de Atendimento ao Consumidor



    Réplica do aluno :

    Prezado Sr. Gledes de Souza,
    Somos alunos do último semestre do curso de Administração/ COMEX da Universidade Mackenzie. Embora o nosso curso seja meia-boca, Vsa. também seja meia-boca e essa água suja que vocês chamam de café outra meia-boca, "nós" não o somos e a nossa paciência se esgotou.
    Como Vsa. não deve saber o que é stress, pois a sua existência medíocre não prevê a transposição de limites, prazos, etc, eu gostaria de, em poucas linhas, escrever que é muito foda ralarmos para pagar a facu, mantermos nossos empregos, tentarmos minimamente concluir os trabalhos que sempre deixamos atrasar e ainda termos que aturar respostas imbecis como a que Vsa. nos mandou.

    Para tentar fazê-lo perceber o quão estúpida foi a sua resposta, segue um silogismo bem didático, com a seqüência de raciocínio que o seu cérebro de amendoim deveria ter feito:

    1. a minha mensagem chegou por meio do site do Café Pilão, portanto eutenho acesso à Internet;

    2. a mensagem foi escrita, logo eu sei escrever;

    3. se eu sei escrever, muito provavelmente eu saiba ler;

    4. se eu sei ler, tenho acesso à Internet e acessei o site do Café Pilão p/ escrever a mensagem, eu vi o que havia escrito lá;

    5. se eu me dei ao trabalho de escrever uma merda de mensagem para um bando de idiotas do serviço de atendimento, é porque eu preciso de algo ALÉM do que está no site.

    Ficou claro ou preciso desenhar?

    Portanto, meu amigo, eu penso sinceramente que pessoas como Vsa.]deveriam ser esterilizadas ao nascer, pois assim pouparíamos as futuras gerações do convívio desgastante que hoje somos obrigados a manter, em nome dos direitos humanos e da civilidade.
    Por fim, segue um conselho e um pedido.

    O conselho é que Vsa. se mate o mais rápido possível, e o pedido é que, antes de se matar, você vá tomar...

    Clayton Ferraz de Andrade

    Plágio de si próprio?

    Desenhista de Hulk plagia seu próprio trabalho

    Melhor dizendo: copia do quadrinista que o "homenageou" em Incredible Hercules

    28/04/2008Érico Assis

    Jim Steranko, um nome clássico nos quadrinhos, acaba de criar uma controvérsia que deixou os fãs coçando a cabeça, em dúvida. Você faz plágio quando alguém já lhe plagiou?

    Resgatando a história: em 1968, Steranko desenhou a capa de Giant-Size Hulk #1. Nela, Hulk segura o próprio título da revista, em pose de Atlas, e destrói o próprio chão (também em texto) onde pisa. A sacada da imagem virou uma das grandes capas do monstro verde.

    No ano passado, Arthur Adams fez uma homenagem à capa quando a série de Hulk mudou de nome para Incredible Hercules. Agora é Hércules na capa segurando o título da série - uma metáfora inteligente, já que agora é o semi-deus grego que tem que "segurar" a revista.

    A controvérsia começou esta semana. A nova editora Radical Publishing anunciou a contratação de Steranko para desenhar uma capa especial da série... Hercules: The Thracian Wars. E o artista resolveu fazer uma auto-homenagem dúbia: é a mesma idéia que ele teve pra capa de Hulk, 40 anos atrás, mas com Hércules, da mesma forma que a Marvel fez ano passado.

    A auto-homenagem em questão é este esboço em preto-e-branco ao lado.

    Pelo que os fãs comentam em blogs e fóruns, a Marvel pode processar a Radical Publishing. Afinal, a primeira editora possui os direitos autorais tanto sobre a capa original quanto sobre a homenagem do ano passado. Mas é provável que nenhum processo aconteça.

    Primeiro porque é difícil algum leitor "enganar-se" com as capas e comprar a HQ de uma editora pequena achando que é da gigante Marvel. Segundo porque um processo seria uma desfeita com o próprio Steranko, de quem a Marvel se aproveitou, queira ou não, para a recente capa de Incredible Hercules.

    De qualquer forma: caso complicado, né?

    Biocombustível Absolvido

    ONU isenta etanol do Brasil pela alta dos alimentos
    Agência Estado
    A Organização das Nações Unidas (ONU) atacou nesta terça-feira os subsídios ao etanol e ao setor agrícola e alertou que os biocombustíveis americano e europeu são, em parte, responsáveis pela inflação nos preços dos alimentos no mundo. O apelo faz parte da estratégia anunciada pelas Nações Unidas, depois de um encontro entre os 27 líderes de agências da entidade, além do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A ONU ainda isentou o etanol brasileiro de responsabilidade direta pela crise.

    A ONU chegou a elaborar uma proposta que seria apresentada nesta terça e que pedia o fim dos subsídios ao etanol. Mas, na estratégia final que foi divulgada, a entidade optou por deixar de fora o apelo diante de pressões sofridas. O texto final saiu apenas com um pedido por uma "revisão" e que pesquisas fossem feitas sobre o impacto dos biocombustíveis na produção de alimentos.

    Dados apontam que só os Estados Unidos estariam gastando cerca de US$ 7 bilhões para subsidiar o etanol. Todos os participantes da reunião concordaram que o etanol americano, a partir do milho e o europeu, feito a partir de grãos, são parte do problema, e não da solução. A avaliação é de que a concorrência por terras estaria gerando a alta nos preços.

    Para o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), Lennart Baage, "há espaço no mundo para os biocombustíveis que não competem com a produção de alimentos". Para ele, o etanol a partir da cana-de-açúcar brasileira não compete. "Mas o etanol subsidiado afeta diretamente a capacidade de produção de alimentos", afirmou.

    Na mesma linha, o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, admitiu que o impacto "depende de que etanol estamos falando", insinuando que o problema não seria com o Brasil. Ban deixa claro também que problema não é de todos os etanol. "Sempre digo que o Brasil é o exemplo", afirmou Ban ao Estado.

    Da Série: Era só o que faltava...

    Sérgio Mallandro volta a fazer sucesso em festas com universitários

    Erick Araújo
    Portal Uai


    Você pagaria R$ 15 mil para ‘‘fazer glu glu’’? Pois virou mania nas universidades paulistas contratar os serviços do apresentador, humorista e cantor Sérgio Mallandro para animar festas de comissões de formatura de turmas da USP, PUC e Cásper Líbero.

    Sem emplacar novos projetos na televisão, Mallandro virou ícone cult dessa geração, que acompanhou a carreira do apresentador à frente do programa infantil 'Oradukapeta' nos anos 1980. "Fico emocionado quando vejo aquela molecada, que é o futuro do nosso Brasil, cantando 'Bilutetéia', 'Vem fazer glu glu', 'Farofa'... Fico me sentindo VIP na balada!", diz o apresentador, que já ganhou até título de patrono de uma turma na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Mas Mallandro não revive apenas os tempos de Malandrovski ou da Porta dos Desesperados. Com o cachê de R$ 15 mil, ele faz questão de levar ás festas com os universitários as “Mallandrinhas”. Com pouca roupa, as meninas, hoje, dançam até a coreografia do “Créu”, em todas as suas velocidades.

    Um dos pontos altos das festas é a encenação do revitalizado quadro da ‘‘Porta dos Desesperados”. Mas, agora, ao invés de bicicleta, videogames e bonecas, os prêmios são engradados de cerveja e celulares. Com o sucesso das festas, mallandro já pensa em alçar vôos mais altos. Filiado ao PTB, ele pensa em se candidatar a vereador por São Paulo. Se Clodoviu conseguiu, não é difícil imaginar o êxito do Mallandro.

    Cadastro Nacional de Adoção

    Cadastro Nacional de Adoção é lançado pelo CNJ
    Agência Estado
    A resolução que cria o Cadastro Nacional de Adoção foi assinada nesta terça-feira pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O cadastro é o primeiro banco de dados do País sobre adoção e também sobre abrigos que recebem crianças e adolescentes órfãos ou que vivem longe dos pais. Os juízes da Infância e da Juventude de todo o país têm prazo de seis meses para incluir no cadastro todos os dados sobre crianças e adolescentes que aguardam pais adotivos e adultos que pretendem adotar.

    A principal vantagem do cadastro é permitir que os juízes tenham acesso a informações de todas as comarcas e possam buscar crianças que se enquadrem no perfil dos pretendentes a pais. Atualmente, os dados ficam restritos aos municípios ou, no máximo, a alguns estados que têm informações sistematizadas, como Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraíba. Outro avanço é que os candidatos a pais poderão fazer a inscrição apenas em um município e os dados ficarão disponíveis em todo o país.

    Durante o lançamento do cadastro, o coordenador do Programa Nacional de Fortalecimento do Sistema de Garantias dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Benedito dos Santos, lembrou que a preferência dos pretendentes pela adoção de crianças menores de um ano, brancas e sem problemas de saúde ou deficiências é a principal causa da lentidão dos processos de adoção. "Queremos encorajar a adoção de crianças de três ou quatro anos e não apenas daquelas louras de olhos azuis. O cadastro vai nos permitir conhecer o perfil das crianças e orientar os pretendentes", afirmou Benedito.

    Integrante do comitê gestor do cadastro e juiz da Infância e da Juventude de Florianópolis, Francisco Oliveira Neto disse que o banco de dados "potencializa a possibilidade de uma criança ser adotada". "Há uma diferença entre a criança desejada e a criança existente. O problema é que hoje não sabemos quem são as crianças existentes para adoção", afirmou. Para Neto, é dever do Judiciário informar aos pais que, quanto maiores as exigências em relação ao filho que pretendem adotar, maior é o tempo de espera.

    "Hoje um casal leva em torno de seis meses para se habilitar à adoção. Se escolher uma criança de quatro anos de idade, o processo poderá ser concluído em menos de um ano. Se optarem por uma menina, de até um ano e sem qualquer problema, pode levar de quatro a cinco anos", comparou o juiz.
    April 28

    Arrentinos Arretados

    Argentina quer 'comer Brasil pelas orelhas', relata 'La Nación'

    Governo quer reverter déficit da balança comercial com o Brasil, afirma jornal.

    BBC Brasil

    - O governo argentino quer reverter o déficit da balança comercial com o Brasil, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal argentino La Nación.

    "O objetivo é claro", afirma o jornal, "reverter o alto déficit comercial entre a Argentina e o Brasil, que em 2007 totalizou US$ 4,16 bilhões."

    Segundo o La Nación, o próprio sub-secretário de Comércio Internacional, Luís Kreckler já definiu a estratégia: "comer o Brasil pelas orelhas", teria dito ele.

    O jornal afirma que a ação pontual e agressiva da Argentina foi determinada pelo chanceler Jorge Taiana, que teria ordenado às representações argentinas no exterior, inclusive consulados, a "multiplicar os esforços para promover a presença argentina nos mercados estrangeiros".

    "Assim, a chancelaria organizou uma missão comercial para o Brasil em que mais de cem empresários visitaram São Paulo e Belo Horizonte em Março passado e mantiveram 900 reuniões de negócios."

    Segundo o jornal, a missão também analisou o sucesso de negócios fechados pela indústria argentina no mercado brasileiro.

    Na terça-feira, o La Nación trará um suplemento tratando apenas da situação do comércio exterior no país.

    Quadrinho também é cultura!

    HQ
    Mensagens políticas no mundo dos quadrinhos

    Por Igor Chiesse Alves de Oliveira em 22/4/2008

    Vivemos numa era em que, felizmente ou infelizmente, a política acaba se encontrando com as formas de lazer e cultura. O que abordo neste texto é a questão da presença de mensagens em quadrinhos com tons políticos, simbolizando que os quadrinhos não somente são fontes de diversão, mas também de informação.

    Por que usar os quadrinhos desta forma? Esta pergunta é uma daquelas que não têm uma resposta definida , já que cada autor escreve, pensa e desenha de acordo com as suas emoções e pensamentos. O principal motivo pode ser aliado ao caráter do artista expresso na obra, tentando mostrar de uma forma humorística os defeitos ou raramente as qualidades do candidato político em tons irônicos. Esta é uma das possíveis formas de se entender o uso de mensagens políticas nos quadrinhos.

    O uso de politicagem, assim vamos dizer, nos quadrinhos é um recurso que já é adotado há algum tempo por diversos artistas conceituados no Brasil e no mundo. É algo que não é literalmente inédito, mas que certamente causa alguma reação ao leitor.

    Um tom questionável

    Essas questões de uso de política em desenhos partem do conceito da charge, possivelmente a maior contribuinte para formação de idéias e conceitos de política em tons humorísticos. O uso de uma linguagem em forma de charge em uma circulação razoavelmente boa faz com que a charge ganhe algum prestígio ou aumente seu sentido em números maiores ainda. A charge serve como uma espécie de âncora para os quadrinhos políticos, digamos, é uma alavanca que puxa os conceitos de uma sociedade para tiras que deixam de usar aquele espaço para fins aleatórios e partem para um sentido mais aguçado da sociedade.

    Sem sombra de dúvidas, os quadrinhos que utilizam deste conceito acabam ganhando mais destaque junto aos demais por saberem lidar com situações de sociedade juntamente com acontecimentos isolados, tanto da tira em quadrinho quanto da história em si. Uma das formas mais eficazes também de atrair o olhar das crianças e jovens ao mundo político. Somente desta forma algumas pessoas da sociedade olham os quadrinhos com um tom questionável sobre a nossa sociedade e começam a partir de um simples quadrinho a observar melhor os fatos, começam a investigar o por que das situações estarem daquele modo na sociedade, ou a simples presença de alguns elementos políticos que se não fossem os quadrinhos, ou as magníficas charges, passariam despercebidas facilmente por nossa população.

    É meu primo!

    LEITURAS DO ESTADÃO
    O linchamento dos movimentos sociais

    Por Carlos Eduardo Gomes Marchetti em 22/4/2008

    É a luta de classes, estúpido!

    Numa clara intenção de fortalecer o discurso favorável ao agronegócio, os "colonistas", numa cajadada só, promovem o linchamento de toda e qualquer luta dos movimentos sociais no campo e ainda defendem o projeto de desenvolvimento/dominação do agronegócio.

    Por trás de tudo isso, buscam estabelecer as bases de um modo de produção específico que atendam a tal projeto. Além da sempre atual luta pela reforma agrária, os movimentos sociais pelejam para impedir a nova jogada do capital: institucionalizar o cultivo de sementes transgênicas.

    No texto-base que serviu de incentivo para este artigo, Denis Lerrer Rosenfield reforça o que foi dito no texto "Campo vermelho", publicado no Estado de S.Paulo (18/2/2008).

    Rosenfield inicia assim o seu texto:

    "O ano de 2008 se revela pródigo, pelo menos em invasões e em iniciativas do MST que procuram pôr em questão a moderna produção agrícola."

    Ao longo do artigo, Rosenfield esquece-se que essa mesma moderna produção agrícola brasileira mantém uma postura exploratória em relação aos trabalhadores do campo, apropriando-se da produção de maneira tão rústica que nos lembra as primeiras manifestações do capitalismo em nosso país.

    Questionamentos e golpes

    Ainda no próprio texto podemos identificar a separação que ainda rege a disputa política no Brasil:

    "O processo eleitoral faz, portanto, parte de um contexto mais amplo, o do prosseguimento do governo Lula na perspectiva do fortalecimento desses `movimentos sociais´ e de suas propostas de radical transformação revolucionária da sociedade."

    Não é à toa que Rosenfield dedica uma parte de seu texto a explicar os objetivos do governo tucano em equacionar (leia-se: criminalizar) os conflitos.

    Seguindo sua cartilha neoliberal, o "colonista" faz o seguinte questionamento:

    "Pergunta-se: será que os produtores agrícolas deveriam dar ao Estado e aos ditos movimentos sociais o resultado de seu próprio empreendedorismo, de seu próprio trabalho? Exige-se isso dos setores industriais, financeiros, de serviços e comerciais? Tais índices são aplicados aos assentamentos?"

    Primeiro, o empreendedorismo referido não passa de mera exploração do capital, ou será que o autor não conhece a situação dos trabalhadores das grandes propriedades canavieiras, por exemplo?

    Segundo, os setores industriais, financeiros, de serviços e comerciais são combatidos constantemente com a mesma envergadura. Afinal, por que discutimos o golpe dado à CPMF, a manutenção do superávit e os altos lucros dos bancos?

    "Agronegócio é o responsável"

    Como se não bastassem as pontuações de Rosenfield, eis que aparece uma pérola em seu texto:

    "O Estadão estampou, há alguns dias, em manchete de sua primeira página, o desmatamento realizado por assentados. As provas são abundantes. O MST, quando desmata, esconde e, no entanto, não deixa de alardear a sua defesa do meio ambiente."

    São desconcertantes as afirmações acima. Quer dizer, então, que devemos condenar o MST pelo desmatamento que realiza? E os madeireiros? E os latifundiários? E as empresas de celulose? E os exploradores da mão-de-obra barata e escrava do campo? Nenhuma menção, afinal, para o PIG (Partido da Imprensa Golpista), a culpa é inexoravelmente do governo e seus supostos aliados.

    Sem tardar, o "colonista" parte para o ataque ao dirigente do MST Roberto Baggio e cita o trecho abaixo, reproduzido de uma recente entrevista cedida por este (Baggio) à revista Sem-Terra para, em seguida, qualificar o discurso dos movimentos como miopia ideológica:

    "O agronegócio brasileiro é o grande responsável pela violência, pela contratação de jagunços, milícias armadas, assassinatos de trabalhadores, ameaças à biodiversidade, pressão sobre o Poder Judiciário, destruição da natureza, pelos níveis de pobreza...."

    Sócio-torcedor

    Sinceramente, não há razão para o questionamento. Não há nenhuma surpresa na passagem destacada pelo "colonista". Afinal, não se trata de situações evidentes da ação do agronegócio sustentado pelo capital?

    No entanto, como é de praxe dos representantes desta mídia que aqui se coloca em xeque, não poderiam faltar ataques a outros líderes da América Latina, como Fidel e Chávez. Porém, aquilo que Rosenfield chamou de "luz chavista", poderia ser entendido (pela esquerda) como representação da luta pela terra e contra a exploração histórica prevalecente.

    Se as camadas populares dialogam sob a alcunha de entidades representativas e se articulam sobre os mesmos interesses, culpe a História, Rosenfield. Afinal, o capital não faz o mesmo?

    Enquanto filósofo, Rosenfield não passa de um "colonista" com carteirinha de sócio-torcedor do PIG.

    Reflexões de Carlos Brickman

    MÍDIA E POLÍCIA
    Se o pão é pouco, aumente-se o circo

    Por Carlos Brickmann em 22/4/2008

    Já se falou, sobre o caso, do filme A montanha dos sete abutres [ver aqui]; lembremos agora o imortal samba De frente pro crime, dos grandes João Bosco e Aldir Blanc.

    Diante do corpo estendido no chão, "o bar mais perto depressa lotou/ malandro junto com trabalhador/ um homem subiu na mesa de um bar/ e fez discurso pra vereador".

    A menina Isabella, 5 anos, morreu estendida no chão, atirada pela janela de um prédio. O crime comoveu São Paulo; a audiência dos telejornais subiu 46%. E, na guerra de audiência, vale tudo: vale provocar comoção popular, vale juntar multidões em frente à casa dos parentes da menina morta, vale dizer o horário em que o tio da prima da vizinha do porteiro almoçou, vale transformar tudo em espetáculo. Sigilo do processo? Besteira: as autoridades devem estar roucas de tanto dar entrevistas. Chegou-se ao extremo de providenciar banheiros químicos e uma tenda, gastando dinheiro público, para atender à multidão de curiosos que se aglomeraria em frente ao local onde dois suspeitos prestariam depoimento.

    "Veio um camelô vender pastel/ cordão, perfume barato/ E a baiana pra fazer pastel/ e um bom churrasco de gato/ Quatro horas da manhã, baixou/ um santo na porta-bandeira/ e a moçada resolveu parar, e então/ tá lá o corpo estendido no chão."

    Há tempos, em algum lugar do país, num desses casos rumorosos, um advogado procurou o delegado que tomaria o depoimento de seu cliente e lhe perguntou se era possível comparecer à delegacia sem alarde, sem multidões. O delegado disse que não: recebera ordens "de cima", para avisar o horário do depoimento, e permitir que os "de cima" chamassem imprensa e multidão. As autoridades se aliam à imprensa para transformar a investigação em show, a punição dos culpados em linchamento, a Justiça em espetáculo. Instiga-se a população a descrer do processo judiciário democrático e a pedir justiça com as próprias mãos.

    Quem matou Isabella? Há dois suspeitos e uma certeza: se a investigação não seguir os caminhos corretos, legais, discretos, com coleta de provas, com a construção precisa e científica da acusação, será difícil ter a resposta. Afinal de contas (e isso se sabe desde o episódio de um certo Barrabás, ocorrido há muito tempo, quando nenhum de nós havia ainda nascido) berreiro nas ruas não é justiça.

    Prender, condenar

    Autoridades e imprensa formam, nesse tipo de caso, um casal inseparável: um não existe sem o outro. A TV não pode viver exclusivamente das informações sobre o cardápio do café da manhã do tio de um dos suspeitos; precisa de autoridades prestando declarações indignadas. As autoridades precisam da imprensa para aparecer na TV e nos jornais, para desfrutar os instantes de fama, para ganhar prestígio junto aos escalões superiores. E, enquanto um desfruta do outro, esquece-se o importante: a juntada de provas. Depois, quando o acusado é absolvido, vem aquela conversa surrada de que a polícia prende e a Justiça solta. Não é bem assim: não há juiz que deixe de condenar se houver provas concretas.

    A voz do advogado

    Texto sobre o caso Isabella, publicado no portal Migalhas, na segunda-feira (14/4), assinado pelo advogado Edgard Silveira Bueno Filho, do escritório Lima Gonçalves, Jambor, Rotenberg & Silveira Bueno:

    "Não sou advogado criminalista. Não tenho qualquer interesse no caso, mas não consigo não me indignar com esses abusos que são cada vez mais freqüentes em nosso país. Temos que nos decidir se somos ou não somos um estado de direito que, antes de julgar as pessoas, deve observar o devido processo legal. Senão, é o caso de voltarmos ao estágio da vingança e do apedrejamento em praça pública. Mas não reclamemos quando a vítima vier a ser um de nós."



    O caso Cabrini

    Culpado ou inocente?

    Se este colunista soubesse a resposta, todo o pessoal da polícia que se dedica à investigação e elucidação de crimes poderia aposentar-se e ficar em casa. E o problema, numa coluna dedicada a comentários sobre a imprensa, é outro: é o que está sendo divulgado sobre o caso do jornalista Roberto Cabrini.

    Há muita coisa esquisita na história. Primeiro, tudo o que este colunista já leu sobre drogas indica que pessoas de bom poder aquisitivo não vão a locais perigosos para fazer suas compras: têm o privilégio de recebê-las a domicílio, entregues por pessoas bem-vestidas e de aparência insuspeita. Segundo, não compram drogas "picadas", mas em quantidade suficiente para algum tempo de consumo. O livro de Nélson Motta sobre Tim Maia, por exemplo, em várias passagens faz referências a sacolinhas de cocaína, a pacotes (ou latas) de maconha.

    Terceiro, a história do carro. Tudo bem, um belo automóvel importado num lugar estranho merece investigação. A polícia se aproxima, o dono do carro mostra seus documentos em ordem, diz que está lá por livre e espontânea vontade, não há ninguém por perto a ameaçá-lo. Por que, então, revistar o carro?

    A história de Cabrini também é curiosa. Pode ser que, para conquistar a confiança do tráfico, tenha cheirado alguma coisa. Às vezes acontece. Aliás, se fosse viciado, teria a saída pronta: sou viciado, sim, preciso de ajuda e tratamento, não tive a coragem de fazê-lo até agora por ser uma pessoa pública, e peço que os sacerdotes da Igreja Universal, ligada à Rede Record, me ajudem a sair deste problema. Ao não optar por essa solução, Cabrini mostrou a confiança que tem em sua história.

    O que se espera é que a imprensa, no caso do colega, se comporte como se fosse uma pessoa de outro ramo: acompanhe as investigações, noticie, comente, sem a preocupação de atingir um concorrente ou de beneficiar um companheiro. E, claro, sem deixar que a eventual inveja do colega que ganha bem e tem notoriedade influencie a cobertura. É difícil; mas o próprio caso de Pimenta Neves, jornalista bem pago e bem sucedido, que matou a ex-namorada, mostra que a imprensa é capaz de noticiar seus problemas com correção e isenção.

    Momento Economês

    ECONOMIA & POLÍTICA
    Os juros, a inflação e o comício

    Por Rolf Kuntz em 22/4/2008

    Enfim, um sinal de vida na cobertura, quase sempre chatíssima, da política de juros. Desta vez, a matéria mais interessante sobre a reunião do Copom, o famigerado Comitê de Política Monetária, saiu antes de ser anunciado o novo aumento da taxa Selic, na quarta-feira (16/4). A matéria respondia a uma pergunta: para que elevar os juros, se a inflação continua perto do centro da meta (4,5%) e se as pressões mais notáveis – do petróleo e dos alimentos – vêm do mercado internacional? Resposta: a turma do Banco Central (BC) tem motivos muito mais fortes para se preocupar com a evolução dos preços. Mesmo sem alimentos e petróleo, os números mostram inflação em alta desde o ano passado e não há sinal de arrefecimento.

    A matéria, assinada por Cristiano Romero, do Valor Econômico, não anunciou nem defendeu a nova alta de juros. Mostrou, de forma detalhada, um quadro de inflação diferente daquele mencionado na maior parte das discussões. Se o Copom quisesse aumentar a taxa básica, disporia de argumentos mais complexos para justificar sua decisão. Exemplo: em junho do ano passado, o núcleo de inflação calculado com exclusão de alimentos e de itens administrados acumulava alta de 3,42% em 12 meses; em dezembro, de 4,11%; no mês passado, de 4,41%. Ou ainda: quando se anualizam os índices trimestrais de 2007 e 2008, encontra-se um salto de 4,8% para 6%.

    Chorumela contumaz

    Todos esses cálculos e muitos outros deviam estar na mesa dos técnicos do BC. De algum modo devem ter entrado na avaliação da tendência dos preços. Mas a maior parte da cobertura, antes e depois do anúncio do aumento dos juros, ficou na periferia do assunto. As matérias contaram as apostas feitas no mercado financeiro, deram as opiniões de empresários, economistas, sindicalistas e até estudantes sobre o assunto e encheram páginas e páginas com informações previsíveis e rotineiras.

    Depois da reunião do Copom, só uma novidade foi mencionada: a alta, de 0,5 ponto de porcentagem, havia sido o dobro da prevista pela maior parte dos entrevistados. O resto foi a chorumela de sempre, com uma pequena adaptação às novas circunstâncias. Desta vez, o empresariado podia acusar o BC de pôr a perder uma promissora fase de crescimento econômico.

    Decisão impopular

    Na sexta-feira (18/4), os jornais mostraram fotos do presidente Lula com um colar cervical, em Belo Horizonte, numa cerimônia de lançamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao discursar, o presidente havia atribuído seu torcicolo à derrota do Corinthians no jogo com o Goiás e à elevação de juros pelo Copom.

    Poucas semanas antes, o presidente havia demonstrado preocupação com a rápida expansão do crédito ao consumo. Noutra ocasião, havia dado a entender sua expectativa de um novo aumento, provavelmente de 0,25%. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também havia falado sobre o crédito, recentemente, e mencionado a hipótese de medidas para contenção dos empréstimos. Depois, recuou.

    Não teria valido a pena juntar esses detalhes numa bem arredondada matéria? O resultado poderia ser uma boa história sobre como o BC carregou sozinho o custo político de uma decisão impopular, num ano de eleições. Ano importantíssimo para o governo, como confirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao chamar de comício a solenidade do PAC em Belo Horizonte.

    Silêncio Total

    MÍDIA & CORPORATIVISMO
    O colega é a notícia: blecaute total

    Por Gilberto Marotta em 22/4/2008

    O mundo da imprensa é um mundo estranho. Estranho demais. Pois não é estranho que a atividade responsável por levar informações às pessoas seja justamente aquela que mais silencia quando o assunto é ela mesma?

    Vejam o caso da adulteração de uma fotografia, patrocinada pela revista IstoÉ, para retirar um "Fora Serra" que não interessava à revista. Que eu saiba, só a Folha de S.Paulo deu, e assim mesmo muito timidamente, e assim mesmo para propagandear que a foto original era sua. Quem mais? Você viu esse vexame do nosso jornalismo estampado em algum telejornal, com direito a leitura em tom de reprovação e cara feia do apresentador?

    Mais recentemente, a prisão de Roberto Cabrini. Com que destaque foi noticiada? Quase nenhum. Pense que, ao invés de Cabrini, fosse uma grande modelo, uma Gisele Bündchen. Ou uma atriz, Sônia Braga. Ou fosse um ator, Rodrigo Santoro, ou um esportista, um Felipe Massa, um Guga, um Ronaldinho.

    Enfim. Citei esse pessoal porque de certa forma estão no topo e, certamente, mereceriam uma cobertura incessante da imprensa, em todos os canais, veículos e horários, se fossem presos sob a acusação de traficarem drogas. Então a pergunta: porque não com Cabrini? Sim, Roberto Cabrini é uma espécie de celebridade do jornalismo brasileiro, acho que ninguém duvida disso. Começou no jornalismo aos 16 e aos 17 foi contratado pela Globo, tornando-se o mais jovem tele-repórter do país. Foi correspondente internacional da emissora em Londres e Nova York, tendo trabalhado também nas outras grandes: Band, SBT e Record, nesta última tendo chegado recentemente, já fazendo barulho.

    Silêncio total

    Em 28 anos de carreira, Roberto Cabrini ganhou os principais prêmios como repórter investigativo (APCA, Líbero Badaró, Imprensa e Vladimir Herzog). Cobriu seis guerras internacionais, cinco Olimpíadas e cinco Copas do Mundo, realizando coberturas em mais de 50 países. Seu maior momento, em outubro de 93, foi quando conseguiu uma exclusiva com o ex-secretário do Tesouro do governo Fernando Collor, Paulo César Farias, o PC, então fugitivo, em Londres. Também foi Cabrini quem noticiou, ao vivo, pela Globo, a morte de Ayrton Senna, em maio de 94. Cobria o GP de Ímola, na Itália e, num plantão da emissora, entrou ao vivo dizendo: "Morreu Ayrton Senna da Silva! Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar! Morreu Ayrton Senna da Silva!" Quem não se lembra?

    Por tudo isso, parece tão estranho que, apenas no caso do repórter Roberto Cabrini, uma cobertura que normalmente é exagerada, sensacionalista, opressiva, sufocante, tenha se tornado dócil e apenas burocrática. E nisso, Cabrini, como notícia – ou ausência dela – conseguiu um marco único, pioneiro: uniu todo tipo de jornalismo, das grandes empresas de imprensa aos blogueiros ditos independentes de plantão.

    Em coberturas desse tipo (uma celebridade presa, acusada de um crime grave como o tráfico de drogas, e que ainda por cima se diz vítima de armação), é quase instantâneo que o noticiário seja inundado de perfis do réu e das vítimas, de declarações bombásticas dos envolvidos, de cenas da biografia do "meliante", de tentativas de reconstituição do "crime", da opinião dos "especialistas" e de outros nem tanto. Seria lícito imaginar que, neste caso, a proximidade, as fontes de conhecimento, muito mais amplas, facilitariam enormemente o trabalho dos jornalistas. Inúmeros jornalistas, que aí estão todos os dias discorrendo com galhardia sobre N assuntos diversos, trabalharam e trabalham, conviveram e convivem, diariamente, com Cabrini. Conhecem-no bastante e, certamente, têm dele muitas informações e opiniões. Surpreendentemente, silêncio total. Pela primeira vez, o suposto criminoso foi claramente poupado. Ou será que, apenas dessa vez, os poupados fomos nós?

    Espetacularização da Notícia

    CASO ISABELLA
    A notícia, um grande espetáculo

    Por Flávio Herculano em 22/4/2008

    Terminada mais uma edição do Big Brother Brasil, entra no ar uma outra novela da vida real. Só que, desta vez, ao invés das trivialidades do dia-a-dia de um grupo de jovens, a trama do espetáculo é a morte trágica de uma menina de 5 anos de idade: Isabella Nardoni.

    Para o público não faz muita diferença. O que vale é poder saborear a emoção de cada desdobramento da estorinha para poder comentar os últimos detalhes com amigos e colegas de trabalho, em rodas de conversa. E, como em épocas de Copa do Mundo todo brasileiro é técnico de futebol, agora todo mundo é investigador policial. Cada pessoa tem sua própria versão para responder a pergunta do momento: "Quem matou Isabella?". Desde o assassinato de Taís, personagem da novela Paraíso Tropical, o brasileiro não exercitava tanto sua lógica investigativa.

    Para aplacar tamanha avidez por novidades, haja exposição do tema na mídia. Todos os dias, a estorinha da morte da criança é contada e recontada na TV, no rádio, na internet e nos jornais impressos, do mesmo modo como é tratado o resultado do "paredão", uma partida de futebol decisiva, um capítulo final de novela ou mesmo um detalhe picante da vida de uma "celebridade" televisiva.

    O que pouca gente consegue entender é que há uma inversão neste caminho. Não foi entre o público que surgiu o interesse pela morte de Isabella, demandando uma produção contínua de notícias sobre o caso. Foi, sim, a própria mídia quem construiu esse interesse, levando o público a uma comoção. Quem preferir pode chamar esta prática de manipulação, mas, no jornalismo, ela tem o nome de "agendamento".

    Insegurança e impunidade

    A mídia precisa, permanentemente, de um tema palpitante para noticiar. Pode ser um escândalo político, um desastre, um grande evento ou... um crime. Depois do desastre aéreo da Tam e da seqüência de escândalos políticos do mensalão, do caso Renan e dos cartões corporativos, tentou-se emplacar o escândalo do dossiê, com a ministra Dilma Rousseff como personagem principal e o PT como coadjuvante. Mas o tema era de pouco apelo popular e a tragédia envolvendo Isabella veio "no momento certo", para ocupar o espaço principal dos noticiários. A menina superou a ministra; o crime familiar superou os erros do corporativismo político no governo federal.

    Nestes episódios de grande exposição, a mídia explora cada tema até a exaustão. Depois disso, os descarta. Afinal, quem, hoje, se importa com personagens como Marcos Valério, Delúbio Soares ou mesmo com João Hélio, aquele menino que foi arrastado por diversas ruas no Rio de Janeiro, preso ao cinto de segurança de um veículo, em uma morte que causou comoção semelhante à de Isabella.

    João Hélio tinha 6 anos quando foi morto, em fevereiro de 2007. Junto à comoção por seu assassinato, vieram os apelos para que a legislação penal brasileira fosse revista, tornando-se mais rigorosa com os criminosos adolescentes. Na época, o Congresso Nacional ensaiou alguma movimentação neste sentido. Mas, como em todo agendamento jornalístico, o caso se esgotou em termos de mídia antes de ser concluído nos tribunais de justiça. Hoje, não se discute qual o destino dos assassinos de João Hélio e muito menos se clama por uma revisão em nosso Código Penal.

    Conclusão: a espetacularização da notícia não colabora em nada com a sociedade, a não ser no agravamento de uma sensação de insegurança, de impunidade e de corrupção generalizada.

    Panlêmicas

    Credenciais do Pan estão na mira do TCU
    Contrato entre Ministério dos Esportes e empresa de tecnologia apresenta indícios de irregularidades e já está sendo investigadas pelo TCU a pedido do Ministério Público
    Ugo Braga - Correio Braziliense

    Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu se mexer. Acolheu a primeira representação do Ministério Público sobre uma transação milionária fechada entre o Ministério dos Esportes e a empresa Atos Origin Serviços de Tecnologia da Informação Ltda., meses antes dos jogos Pan-americanos do Rio. A operação contém indícios de superfaturamento de 16.000%, na compra do sistema para credenciamento de atletas e autoridades. O Tesouro Nacional desembolsou R$ 106.2245.091,05, equivalente a 75% do valor do contrato. Mas o serviço simplesmente não funcionou. Agora, o tribunal quer saber como o dinheiro foi empregado e quem foi o responsável pelos acontecimentos.

    Superfaturamento

    16.000%- percentual pago a mais pelo Ministério dos Esportes em contrato com empresa Atos Origin

    Por enquanto, estão na mira da Corte o secretário-executivo do comitê gestor do Pan, Ricardo Layser, e o fiscal do contrato, José Pedro Varlotta. Ambos militam no PCdoB, do ministro Orlando Silva, aquele da tapioca, e são também seus homens de confiança. O TCU vai notificar ainda o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.

    Layser e Varlotta têm 15 dias para justificar a compra do sistema de controle de acesso chamado Radio Frequency Identification (RFID, da sigla em inglês), para confecção e monitoramento das credenciais usadas durante as competições. Esse sistema não fazia parte do edital vencido pela Atos Origin, mas foi comprado assim mesmo. Só o desenvolvimento dele custou R$ 9 milhões – o sistema original havia sido orçado em R$ 55 mil, daí o pulo de 16.000% num dos itens do contrato –, fato que causou arrepios nos auditores que esmiuçaram a papelada e cruzaram as informações com os relatórios diários dos fiscais durante as competições. Ao todo, o RFID saiu por R$ 26,7 milhões.

    Termo aditivo

    Nas palavras dos ministros do TCU, “a utilização da tecnologia (…) ficou restrita a pouco mais de um terço das credenciais ativadas durante os Jogos, sendo que, em mais de 75% das credenciais utilizadas, ocorreram menos de 10 acessos durante todo o período, sem a adoção de medidas corretivas em tempo hábil, comprometendo a segurança dos Jogos”. Por sorte, as suspeitas do próprio Layser, informadas à época como argumento para a compra do RFID, não se confirmaram e nenhum grupo terrorista internacional ou mesmo os traficantes locais assacaram contra os atletas que vieram ao Brasil.

    Ricardo Layser também ganhou 15 dias do TCU para justificar porque subscreveu o termo aditivo ao contrato original apenas dois meses depois de as partes terem se acertado. E mais, terá que explicar o motivo de o novo acerto, no valor de R$ 28,2 milhões, acrescer à lista de produtos e serviços uma série de itens não previstos no edital. Nesse caso, uma nova licitação teria que ter sido feita.

    Nuzman não teve privilégio algum. Como os demais, dentro de um par de semanas terá que mandar ao TCU as razões pelas quais ele, como coordenador dos jogos, descumpriu o acordo firmado por escrito em 14 de fevereiro do ano passado, no qual se comprometeu a manter a Corte informada sobre a execução das obras preparativas para os jogos.

    Finalmente!

    Cadastro nacional reunirá dados sobre adoção
    Agência Estado
    Um passo contra a burocracia e a falta de informação sobre crianças que esperam ser adotadas e adultos que pretendem adotá-las será dado na próxima terça-feira com o lançamento do Cadastro Nacional de Adoção, o primeiro banco de dados sobre o assunto do país.

    O cadastro pretende reunir, em seis meses, informações completas sobre os pretendentes de um lado e de outro. Uma das principais vantagens da iniciativa é unificar as listas e evitar que elas fiquem restritas às comarcas, que em geral abrangem um município ou região, como acontece atualmente.

    Com o cadastro, idealizado e coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os candidatos a pais não precisarão mais fazer inscrições separadas em cada comarca onde gostariam de avançar no processo de adoção. Os interessados em adotar uma criança de qualquer ponto do País poderão encontrar um filho no outro extremo com a consulta ao cadastro que será feita pelos juízes da Infância e da Adolescência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    My Preciousss...

    Austríaco 'escondeu filha no porão por 24 anos'

       

    O austríaco identificado como Josef F., de 73 anos, foi preso neste domingo sob suspeita de ter escondido sua filha em um porão por 24 anos e ter tido até seis filhos com ela, segundo informações da polícia.

    A existência da mulher, identificada pela polícia como Elisabeth F. foi descoberta depois que uma de suas filhas ficou seriamente doente e teve que ser levada a um hospital, na semana passada.

    Elisabeth F. era tida como desaparecida desde 1984. Na época chegou-se a levantar a hipótese de que ela teria sido seqüestrada por uma seita.

    As informações são de que a filha de Elisabeth teria levado consigo uma carta da mãe, o que teria levado a polícia a iniciar buscas, inclusive na casa do suspeito, onde ela foi encontrada no sábado.

    Tanto a jovem como a mãe, que supostamente foi vítima de abusos, estão recebendo tratamento médico. A polícia continua a investigação.

    A polícia agora espera realizar exames de DNA para determinar se Josef F. é o pai dos filhos de Elisabeth.
    Josef F. foi preso sob suspeita de incesto e de manter sua filha em cativeiro.

    O suspeito ainda não fez nenhuma declaração sobre as acusações e não há informações sobre o paradeiro de sua mulher, mãe de Elisabeth.

    O caso é semelhante ao da jovem Natasha Kampusch, que em 2006 conseguiu escapar de seu captor depois de ter passado oito anos trancada no porão de uma casa em um subúrbio de Viena, onde também sofreu abusos sexuais.

    Kampusch foi seqüestrada aos 10 anos de idade, quando voltava da escola em 1998, e mantida em um pequeno porão, sem janelas, sob a garagem da casa de seu captor, Wolfgang Priklopil, no subúrbio de Viena.
     

    Exagero

    segunda-feira, 28 de abril de 2008, 02:01 | Online

    Homem é detido com mil passaportes falsos na Tailândia

    Bengalês de 56 anos é acusado de conspiração e de tráfico e falsificação de passaportes e vistos

    Efe

    BANGCOC - A Polícia deteve na Tailândia um cidadão bengalês com dezenas de passaportes roubados e mais de mil documentos de viagem falsos durante uma batida na capital contra uma rede internacional de falsificação.

    O tenente-coronel da Polícia, o Sophon Sarapat, identificou o suspeito como Mohammed Karim, de 56 anos, e acrescentou que outro dois membros do bando, um tailandês e um birmanês, conseguiram escapar durante a operação do final de semana passado, informaram nesta segunda-feira, 28, a imprensa local.

    Os agentes apreenderam 90 passaportes roubados, 577 passaportes europeus e americanos falsos, 680 vistos contrabandeados e 1.680 páginas de passaporte com fotografias falsificadas.

    Sophon declarou que o detido confessou os fatos e foi acusado de conspiração, de tráfico e falsificação de passaportes e vistos, acusações pelas quais vai enfrentar uma pena de 20 anos de prisão.

    A Tailândia, onde pelo menos operam três grandes organizações criminosas dedicadas à falsificação de documentos oficiais estrangeiros, é considerada pelas autoridades européias um dos centros mundiais de tráfico ilegal de passaportes.

    Superfarmacêutica Brasileira

    Enviado por Ricardo Noblat - 28.4.2008 | 3h26m
    deu na folha de s.paulo

    BNDES planeja criar superfarmacêutica a partir de alianças

    Meta é viabilizar empresa capaz de investir fortemente em inovação e contribuir para reduzir déficit comercial do setor

    Estratégia se assemelha ao modelo usado para criar a supertele nacional, anunciada em negócio que uniu Oi e Brasil Telecom

    De Janaina Lage:

    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) articula a criação de uma superfarmacêutica nacional, que poderia ser viabilizada a partir da fusão de grupos nacionais que atuam no setor. O banco não divulga nomes, mas afirma que está intermediando conversas entre empresas.

    A lógica tem semelhanças com o modelo de criação da supertele nacional: o banco tem interesse em entrar como sócio da empresa e assegurar poder de veto a operações que poderiam resultar na desnacionalização da companhia.

    O objetivo do BNDES é criar uma empresa com faturamento de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões, com envergadura suficiente para investir fortemente em inovação, tanto em melhoria de medicamentos como em desenvolvimento de novas drogas. Isso pode contribuir também para reduzir o déficit da balança comercial do setor, uma das mais elevadas. Assinante da Folha leia mais em: BNDES planeja criar superfarmacêutica a partir de alianças

    Spam Punido no Brasil

    Mensagem não solicitada

    Projeto que pune envio de spam deve ser aprovado

    O Projeto de Lei 21/04, que pune o envio de spam com pagamento de multas de até R$ 1 mil, deverá ser aprovado até o final de maio. De acordo com a proposta, são considerados spam mensagens eletrônicas enviadas, de forma massificada, para destinatários não desejam recebê-las. A informação é da W News.

    O assessor especial do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), José Henrique Portugal, acredita que o projeto será avaliado com rapidez, pois é o primeiro que tem o apoio do partido de oposição e do governo.

    Para ser aprovado, o PL 21 deverá passar ainda pela Comissão de Educação do Senado e, em seguida, deve ser enviado para a Câmara dos Deputados, onde será discutido por um grupo especial formado por parlamentares de várias comissões. Depois de aprovado terá de ser sancionado pela presidente da República.

    Henrique Portugal esteve com advogados de diversos escritórios para apresentar o texto do projeto de lei, na Câmara de Comércio Americana. Entre as sugestões apresentadas, está a de alteração no texto do artigo 7, que fala da aplicação da multa tomada como base o Código de Defesa do Consumidor. No entanto, o código prevê relações de consumo, o que não se aplicaria no caso de envio de mensagens não solicitadas.

    "Vamos levar a observação para discussão no Senado. Se tiver que ser alterada, isso não vai atrasar a tramitação do projeto de lei", afirma Portugal.

    Revista Consultor Jurídico, 28 de abril de 2008