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April 29 Crendices sobre emagrecimentoVinte e Uma Crenças sobre
Emagrecimento 1. Comer duas fatias de abacaxi depois das refeições ajuda na
digestão de gorduras e ainda joga boa parte delas
fora!
20. Água morna com limão em jejum ajuda a detonar uns
quilinhos. 21. Tomar pílulas
anticoncepcionais engorda. Recebido do Dr. Carlos Eugênio Ventura MEDICINA PREVENTIVA / ORTOMOLECULAR / NUTROLOGIA Maldade Vejam só que maldade. Se bem que os mais velhos não vou conseguir ver nem clicando para aumentar... kkk Inté. Estressado é pouco!Monografia do
nervosão [muito boa]
Eu e meus colegas somosalunos do curso de Administração/ Comércio Exterior da UniversidadeMackenzie e temos como tema do trabalho de conclusão de curso ainfluência do selo "tipo exportação" no consumo de café no Brasil. A idéia é estudarmos os efeitos do
produto exportável no mercado doméstico e por isso selecionamos
profissionais do mercado de café cuja
opinião nos seria de algum valor. A entrevista seria
agendada conforme a disponibilidade da sua empresa e
não levaria mais do que 1h. Um
abraço, Para tentar fazê-lo perceber o quão estúpida foi a sua resposta, segue um silogismo bem didático, com a seqüência de raciocínio que o seu cérebro de amendoim deveria ter feito: 1. a minha mensagem chegou por meio do site do Café Pilão, portanto eutenho acesso à Internet; 2. a mensagem foi escrita, logo eu sei escrever; 3. se eu sei escrever, muito provavelmente eu saiba ler; 4. se eu sei ler, tenho acesso à Internet e acessei o site do Café Pilão p/ escrever a mensagem, eu vi o que havia escrito lá; 5. se eu me dei ao trabalho de escrever uma merda de mensagem para um bando de idiotas do serviço de atendimento, é porque eu preciso de algo ALÉM do que está no site. Ficou claro ou preciso desenhar? Portanto,
meu amigo, eu penso sinceramente que pessoas como Vsa.]deveriam ser
esterilizadas ao nascer, pois assim pouparíamos as futuras gerações do convívio
desgastante que hoje somos obrigados a manter, em nome dos direitos humanos e da
civilidade. O conselho é que Vsa. se mate o mais rápido possível, e o pedido é que,
antes de se matar, você vá tomar... Plágio de si próprio?![]() ![]() ![]() ![]()
Desenhista de Hulk plagia seu próprio trabalhoMelhor dizendo: copia do quadrinista que o "homenageou" em Incredible HerculesJim Steranko, um nome clássico nos quadrinhos, acaba de criar uma controvérsia que deixou os fãs coçando a cabeça, em dúvida. Você faz plágio quando alguém já lhe plagiou? Resgatando a história: em 1968, Steranko desenhou a capa de Giant-Size Hulk #1. Nela, Hulk segura o próprio título da revista, em pose de Atlas, e destrói o próprio chão (também em texto) onde pisa. A sacada da imagem virou uma das grandes capas do monstro verde. No ano passado, Arthur Adams fez uma homenagem à capa quando a série de Hulk mudou de nome para Incredible Hercules. Agora é Hércules na capa segurando o título da série - uma metáfora inteligente, já que agora é o semi-deus grego que tem que "segurar" a revista. A controvérsia começou esta semana. A nova editora Radical Publishing anunciou a contratação de Steranko para desenhar uma capa especial da série... Hercules: The Thracian Wars. E o artista resolveu fazer uma auto-homenagem dúbia: é a mesma idéia que ele teve pra capa de Hulk, 40 anos atrás, mas com Hércules, da mesma forma que a Marvel fez ano passado. A auto-homenagem em questão é este esboço em preto-e-branco ao lado. Pelo que os fãs comentam em blogs e fóruns, a Marvel pode processar a Radical Publishing. Afinal, a primeira editora possui os direitos autorais tanto sobre a capa original quanto sobre a homenagem do ano passado. Mas é provável que nenhum processo aconteça. Primeiro porque é difícil algum leitor "enganar-se" com as capas e comprar a HQ de uma editora pequena achando que é da gigante Marvel. Segundo porque um processo seria uma desfeita com o próprio Steranko, de quem a Marvel se aproveitou, queira ou não, para a recente capa de Incredible Hercules. De qualquer forma: caso complicado, né? Biocombustível Absolvido ONU isenta etanol do Brasil pela alta dos alimentos
Agência Estado A Organização das Nações Unidas (ONU) atacou nesta terça-feira os subsídios ao etanol e ao setor agrícola e alertou que os biocombustíveis americano e europeu são, em parte, responsáveis pela inflação nos preços dos alimentos no mundo. O apelo faz parte da estratégia anunciada pelas Nações Unidas, depois de um encontro entre os 27 líderes de agências da entidade, além do Banco Mundial (Bird) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A ONU ainda isentou o etanol brasileiro de responsabilidade direta pela crise. A ONU chegou a elaborar uma proposta que seria apresentada nesta terça e que pedia o fim dos subsídios ao etanol. Mas, na estratégia final que foi divulgada, a entidade optou por deixar de fora o apelo diante de pressões sofridas. O texto final saiu apenas com um pedido por uma "revisão" e que pesquisas fossem feitas sobre o impacto dos biocombustíveis na produção de alimentos. Dados apontam que só os Estados Unidos estariam gastando cerca de US$ 7 bilhões para subsidiar o etanol. Todos os participantes da reunião concordaram que o etanol americano, a partir do milho e o europeu, feito a partir de grãos, são parte do problema, e não da solução. A avaliação é de que a concorrência por terras estaria gerando a alta nos preços. Para o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (IFAD), Lennart Baage, "há espaço no mundo para os biocombustíveis que não competem com a produção de alimentos". Para ele, o etanol a partir da cana-de-açúcar brasileira não compete. "Mas o etanol subsidiado afeta diretamente a capacidade de produção de alimentos", afirmou. Na mesma linha, o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, admitiu que o impacto "depende de que etanol estamos falando", insinuando que o problema não seria com o Brasil. Ban deixa claro também que problema não é de todos os etanol. "Sempre digo que o Brasil é o exemplo", afirmou Ban ao Estado. Da Série: Era só o que faltava... Sérgio Mallandro volta a fazer sucesso em festas com universitários Erick Araújo Portal Uai
Sem emplacar novos projetos na televisão, Mallandro virou ícone cult dessa geração, que acompanhou a carreira do apresentador à frente do programa infantil 'Oradukapeta' nos anos 1980. "Fico emocionado quando vejo aquela molecada, que é o futuro do nosso Brasil, cantando 'Bilutetéia', 'Vem fazer glu glu', 'Farofa'... Fico me sentindo VIP na balada!", diz o apresentador, que já ganhou até título de patrono de uma turma na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mas Mallandro não revive apenas os tempos de Malandrovski ou da Porta dos Desesperados. Com o cachê de R$ 15 mil, ele faz questão de levar ás festas com os universitários as “Mallandrinhas”. Com pouca roupa, as meninas, hoje, dançam até a coreografia do “Créu”, em todas as suas velocidades. Um dos pontos altos das festas é a encenação do revitalizado quadro da ‘‘Porta dos Desesperados”. Mas, agora, ao invés de bicicleta, videogames e bonecas, os prêmios são engradados de cerveja e celulares. Com o sucesso das festas, mallandro já pensa em alçar vôos mais altos. Filiado ao PTB, ele pensa em se candidatar a vereador por São Paulo. Se Clodoviu conseguiu, não é difícil imaginar o êxito do Mallandro. Cadastro Nacional de AdoçãoCadastro Nacional de Adoção é lançado pelo CNJ
A principal vantagem do cadastro é permitir que os juízes tenham acesso a informações de todas as comarcas e possam buscar crianças que se enquadrem no perfil dos pretendentes a pais. Atualmente, os dados ficam restritos aos municípios ou, no máximo, a alguns estados que têm informações sistematizadas, como Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraíba. Outro avanço é que os candidatos a pais poderão fazer a inscrição apenas em um município e os dados ficarão disponíveis em todo o país. Durante o lançamento do cadastro, o coordenador do Programa Nacional de Fortalecimento do Sistema de Garantias dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Benedito dos Santos, lembrou que a preferência dos pretendentes pela adoção de crianças menores de um ano, brancas e sem problemas de saúde ou deficiências é a principal causa da lentidão dos processos de adoção. "Queremos encorajar a adoção de crianças de três ou quatro anos e não apenas daquelas louras de olhos azuis. O cadastro vai nos permitir conhecer o perfil das crianças e orientar os pretendentes", afirmou Benedito. Integrante do comitê gestor do cadastro e juiz da Infância e da Juventude de Florianópolis, Francisco Oliveira Neto disse que o banco de dados "potencializa a possibilidade de uma criança ser adotada". "Há uma diferença entre a criança desejada e a criança existente. O problema é que hoje não sabemos quem são as crianças existentes para adoção", afirmou. Para Neto, é dever do Judiciário informar aos pais que, quanto maiores as exigências em relação ao filho que pretendem adotar, maior é o tempo de espera. "Hoje um casal leva em torno de seis meses para se habilitar à adoção. Se escolher uma criança de quatro anos de idade, o processo poderá ser concluído em menos de um ano. Se optarem por uma menina, de até um ano e sem qualquer problema, pode levar de quatro a cinco anos", comparou o juiz. April 28 Arrentinos ArretadosArgentina quer 'comer Brasil pelas orelhas', relata 'La Nación'Governo quer reverter déficit da balança comercial com o Brasil, afirma jornal. BBC Brasil - O governo argentino quer reverter o déficit da balança comercial com o Brasil, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal argentino La Nación. "O objetivo é claro", afirma o jornal, "reverter o alto déficit comercial entre a Argentina e o Brasil, que em 2007 totalizou US$ 4,16 bilhões." Segundo o La Nación, o próprio sub-secretário de Comércio Internacional, Luís Kreckler já definiu a estratégia: "comer o Brasil pelas orelhas", teria dito ele. O jornal afirma que a ação pontual e agressiva da Argentina foi determinada pelo chanceler Jorge Taiana, que teria ordenado às representações argentinas no exterior, inclusive consulados, a "multiplicar os esforços para promover a presença argentina nos mercados estrangeiros". "Assim, a chancelaria organizou uma missão comercial para o Brasil em que mais de cem empresários visitaram São Paulo e Belo Horizonte em Março passado e mantiveram 900 reuniões de negócios." Segundo o jornal, a missão também analisou o sucesso de negócios fechados pela indústria argentina no mercado brasileiro. Na terça-feira, o La Nación trará um suplemento tratando apenas da situação do comércio exterior no país. Quadrinho também é cultura!HQ Por Igor Chiesse Alves de Oliveira em
22/4/2008
Vivemos numa era em que, felizmente ou infelizmente, a política acaba se
encontrando com as formas de lazer e cultura. O que abordo neste texto é a
questão da presença de mensagens em quadrinhos com tons políticos, simbolizando
que os quadrinhos não somente são fontes de diversão, mas também de
informação.
Por que usar os quadrinhos desta forma? Esta pergunta é uma daquelas que não
têm uma resposta definida , já que cada autor escreve, pensa e desenha de acordo
com as suas emoções e pensamentos. O principal motivo pode ser aliado ao caráter
do artista expresso na obra, tentando mostrar de uma forma humorística os
defeitos ou raramente as qualidades do candidato político em tons irônicos. Esta
é uma das possíveis formas de se entender o uso de mensagens políticas nos
quadrinhos.
O uso de politicagem, assim vamos dizer, nos quadrinhos é um recurso que já é
adotado há algum tempo por diversos artistas conceituados no Brasil e no mundo.
É algo que não é literalmente inédito, mas que certamente causa alguma reação ao
leitor.
Um tom questionável
Essas questões de uso de política em desenhos partem do conceito da charge,
possivelmente a maior contribuinte para formação de idéias e conceitos de
política em tons humorísticos. O uso de uma linguagem em forma de charge em uma
circulação razoavelmente boa faz com que a charge ganhe algum prestígio ou
aumente seu sentido em números maiores ainda. A charge serve como uma espécie de
âncora para os quadrinhos políticos, digamos, é uma alavanca que puxa os
conceitos de uma sociedade para tiras que deixam de usar aquele espaço para fins
aleatórios e partem para um sentido mais aguçado da sociedade.
Sem sombra de dúvidas, os quadrinhos que utilizam deste conceito acabam
ganhando mais destaque junto aos demais por saberem lidar com situações de
sociedade juntamente com acontecimentos isolados, tanto da tira em quadrinho
quanto da história em si. Uma das formas mais eficazes também de atrair o olhar
das crianças e jovens ao mundo político. Somente desta forma algumas pessoas da
sociedade olham os quadrinhos com um tom questionável sobre a nossa sociedade e
começam a partir de um simples quadrinho a observar melhor os fatos, começam a
investigar o por que das situações estarem daquele modo na sociedade, ou a
simples presença de alguns elementos políticos que se não fossem os quadrinhos,
ou as magníficas charges, passariam despercebidas facilmente por nossa
população. É meu primo!LEITURAS DO ESTADÃO Por Carlos Eduardo Gomes Marchetti em 22/4/2008
É a luta de classes, estúpido!
Numa clara intenção de fortalecer o discurso favorável ao agronegócio, os
"colonistas", numa cajadada só, promovem o linchamento de toda e qualquer luta
dos movimentos sociais no campo e ainda defendem o projeto de
desenvolvimento/dominação do agronegócio.
Por trás de tudo isso, buscam estabelecer as bases de um modo de produção
específico que atendam a tal projeto. Além da sempre atual luta pela reforma
agrária, os movimentos sociais pelejam para impedir a nova jogada do capital:
institucionalizar o cultivo de sementes transgênicas.
No texto-base que serviu de incentivo para este artigo, Denis Lerrer
Rosenfield reforça o que foi dito no texto "Campo
vermelho", publicado no Estado de S.Paulo (18/2/2008).
Rosenfield inicia assim o seu texto:
"O ano de 2008 se revela pródigo, pelo menos em invasões e em iniciativas do
MST que procuram pôr em questão a moderna produção agrícola." Ao longo do artigo, Rosenfield esquece-se que essa mesma moderna produção
agrícola brasileira mantém uma postura exploratória em relação aos trabalhadores
do campo, apropriando-se da produção de maneira tão rústica que nos lembra as
primeiras manifestações do capitalismo em nosso país.
Questionamentos e golpes Ainda no próprio texto podemos identificar a separação que ainda rege a
disputa política no Brasil:
"O processo eleitoral faz, portanto, parte de um contexto mais amplo, o do
prosseguimento do governo Lula na perspectiva do fortalecimento desses
`movimentos sociais´ e de suas propostas de radical transformação revolucionária
da sociedade." Não é à toa que Rosenfield dedica uma parte de seu texto a explicar os
objetivos do governo tucano em equacionar (leia-se: criminalizar) os
conflitos.
Seguindo sua cartilha neoliberal, o "colonista" faz o seguinte
questionamento:
"Pergunta-se: será que os produtores agrícolas deveriam dar ao Estado e aos
ditos movimentos sociais o resultado de seu próprio empreendedorismo, de seu
próprio trabalho? Exige-se isso dos setores industriais, financeiros, de
serviços e comerciais? Tais índices são aplicados aos
assentamentos?" Primeiro, o empreendedorismo referido não passa de mera exploração do
capital, ou será que o autor não conhece a situação dos trabalhadores das
grandes propriedades canavieiras, por exemplo?
Segundo, os setores industriais, financeiros, de serviços e comerciais são
combatidos constantemente com a mesma envergadura. Afinal, por que discutimos o
golpe dado à CPMF, a manutenção do superávit e os altos lucros dos
bancos?
"Agronegócio é o responsável"
Como se não bastassem as pontuações de Rosenfield, eis que aparece uma pérola
em seu texto:
"O Estadão estampou, há alguns dias, em manchete de sua primeira
página, o desmatamento realizado por assentados. As provas são abundantes. O
MST, quando desmata, esconde e, no entanto, não deixa de alardear a sua defesa
do meio ambiente." São desconcertantes as afirmações acima. Quer dizer, então, que devemos
condenar o MST pelo desmatamento que realiza? E os madeireiros? E os
latifundiários? E as empresas de celulose? E os exploradores da mão-de-obra
barata e escrava do campo? Nenhuma menção, afinal, para o PIG (Partido da
Imprensa Golpista), a culpa é inexoravelmente do governo e seus supostos
aliados.
Sem tardar, o "colonista" parte para o ataque ao dirigente do MST Roberto
Baggio e cita o trecho abaixo, reproduzido de uma recente entrevista cedida por
este (Baggio) à revista Sem-Terra para, em seguida, qualificar o discurso
dos movimentos como miopia ideológica:
"O agronegócio brasileiro é o grande responsável pela violência, pela
contratação de jagunços, milícias armadas, assassinatos de trabalhadores,
ameaças à biodiversidade, pressão sobre o Poder Judiciário, destruição da
natureza, pelos níveis de pobreza...." Sócio-torcedor Sinceramente, não há razão para o questionamento. Não há nenhuma surpresa na
passagem destacada pelo "colonista". Afinal, não se trata de situações evidentes
da ação do agronegócio sustentado pelo capital?
No entanto, como é de praxe dos representantes desta mídia que aqui se coloca
em xeque, não poderiam faltar ataques a outros líderes da América Latina, como
Fidel e Chávez. Porém, aquilo que Rosenfield chamou de "luz chavista", poderia
ser entendido (pela esquerda) como representação da luta pela terra e contra a
exploração histórica prevalecente.
Se as camadas populares dialogam sob a alcunha de entidades representativas e
se articulam sobre os mesmos interesses, culpe a História, Rosenfield. Afinal, o
capital não faz o mesmo?
Enquanto filósofo, Rosenfield não passa de um "colonista" com carteirinha de
sócio-torcedor do PIG. Reflexões de Carlos BrickmanMÍDIA E POLÍCIA Por Carlos Brickmann em 22/4/2008
Já se falou, sobre o caso, do filme A montanha dos sete abutres [ver
aqui]; lembremos agora o imortal samba De frente pro crime, dos
grandes João Bosco e Aldir Blanc.
Diante do corpo estendido no chão, "o bar mais perto depressa lotou/ malandro
junto com trabalhador/ um homem subiu na mesa de um bar/ e fez discurso pra
vereador".
A menina Isabella, 5 anos, morreu estendida no chão, atirada pela janela de
um prédio. O crime comoveu São Paulo; a audiência dos telejornais subiu 46%. E,
na guerra de audiência, vale tudo: vale provocar comoção popular, vale juntar
multidões em frente à casa dos parentes da menina morta, vale dizer o horário em
que o tio da prima da vizinha do porteiro almoçou, vale transformar tudo em
espetáculo. Sigilo do processo? Besteira: as autoridades devem estar roucas de
tanto dar entrevistas. Chegou-se ao extremo de providenciar banheiros químicos e
uma tenda, gastando dinheiro público, para atender à multidão de curiosos que se
aglomeraria em frente ao local onde dois suspeitos prestariam depoimento.
"Veio um camelô vender pastel/ cordão, perfume barato/ E a baiana pra fazer
pastel/ e um bom churrasco de gato/ Quatro horas da manhã, baixou/ um santo na
porta-bandeira/ e a moçada resolveu parar, e então/ tá lá o corpo estendido no
chão." Há tempos, em algum lugar do país, num desses casos rumorosos, um advogado
procurou o delegado que tomaria o depoimento de seu cliente e lhe perguntou se
era possível comparecer à delegacia sem alarde, sem multidões. O delegado disse
que não: recebera ordens "de cima", para avisar o horário do depoimento, e
permitir que os "de cima" chamassem imprensa e multidão. As autoridades se aliam
à imprensa para transformar a investigação em show, a punição dos culpados em
linchamento, a Justiça em espetáculo. Instiga-se a população a descrer do
processo judiciário democrático e a pedir justiça com as próprias mãos.
Quem matou Isabella? Há dois suspeitos e uma certeza: se a investigação não
seguir os caminhos corretos, legais, discretos, com coleta de provas, com a
construção precisa e científica da acusação, será difícil ter a resposta. Afinal
de contas (e isso se sabe desde o episódio de um certo Barrabás, ocorrido há
muito tempo, quando nenhum de nós havia ainda nascido) berreiro nas ruas não é
justiça. Prender, condenar
Autoridades e imprensa formam, nesse tipo de caso, um casal inseparável: um
não existe sem o outro. A TV não pode viver exclusivamente das informações sobre
o cardápio do café da manhã do tio de um dos suspeitos; precisa de autoridades
prestando declarações indignadas. As autoridades precisam da imprensa para
aparecer na TV e nos jornais, para desfrutar os instantes de fama, para ganhar
prestígio junto aos escalões superiores. E, enquanto um desfruta do outro,
esquece-se o importante: a juntada de provas. Depois, quando o acusado é
absolvido, vem aquela conversa surrada de que a polícia prende e a Justiça
solta. Não é bem assim: não há juiz que deixe de condenar se houver provas
concretas. A voz do advogado
Texto sobre o caso Isabella, publicado no portal Migalhas, na segunda-feira (14/4),
assinado pelo advogado Edgard Silveira Bueno Filho, do escritório Lima
Gonçalves, Jambor, Rotenberg & Silveira Bueno:
"Não sou advogado criminalista. Não tenho qualquer interesse no caso, mas não
consigo não me indignar com esses abusos que são cada vez mais freqüentes em
nosso país. Temos que nos decidir se somos ou não somos um estado de direito
que, antes de julgar as pessoas, deve observar o devido processo legal. Senão, é
o caso de voltarmos ao estágio da vingança e do apedrejamento em praça pública.
Mas não reclamemos quando a vítima vier a ser um de
nós." O caso Cabrini
Culpado ou inocente?
Se este colunista soubesse a resposta, todo o pessoal da polícia que se
dedica à investigação e elucidação de crimes poderia aposentar-se e ficar em
casa. E o problema, numa coluna dedicada a comentários sobre a imprensa, é
outro: é o que está sendo divulgado sobre o caso do jornalista Roberto
Cabrini.
Há muita coisa esquisita na história. Primeiro, tudo o que este colunista já
leu sobre drogas indica que pessoas de bom poder aquisitivo não vão a locais
perigosos para fazer suas compras: têm o privilégio de recebê-las a domicílio,
entregues por pessoas bem-vestidas e de aparência insuspeita. Segundo, não
compram drogas "picadas", mas em quantidade suficiente para algum tempo de
consumo. O livro de Nélson Motta sobre Tim Maia, por exemplo, em várias
passagens faz referências a sacolinhas de cocaína, a pacotes (ou latas) de
maconha.
Terceiro, a história do carro. Tudo bem, um belo automóvel importado num
lugar estranho merece investigação. A polícia se aproxima, o dono do carro
mostra seus documentos em ordem, diz que está lá por livre e espontânea vontade,
não há ninguém por perto a ameaçá-lo. Por que, então, revistar o carro?
A história de Cabrini também é curiosa. Pode ser que, para conquistar a
confiança do tráfico, tenha cheirado alguma coisa. Às vezes acontece. Aliás, se
fosse viciado, teria a saída pronta: sou viciado, sim, preciso de ajuda e
tratamento, não tive a coragem de fazê-lo até agora por ser uma pessoa pública,
e peço que os sacerdotes da Igreja Universal, ligada à Rede Record, me ajudem a
sair deste problema. Ao não optar por essa solução, Cabrini mostrou a confiança
que tem em sua história.
O que se espera é que a imprensa, no caso do colega, se comporte como se
fosse uma pessoa de outro ramo: acompanhe as investigações, noticie, comente,
sem a preocupação de atingir um concorrente ou de beneficiar um companheiro. E,
claro, sem deixar que a eventual inveja do colega que ganha bem e tem
notoriedade influencie a cobertura. É difícil; mas o próprio caso de Pimenta
Neves, jornalista bem pago e bem sucedido, que matou a ex-namorada, mostra que a
imprensa é capaz de noticiar seus problemas com correção e isenção. Momento EconomêsECONOMIA & POLÍTICA Por Rolf Kuntz em 22/4/2008
Enfim, um sinal de vida na cobertura, quase sempre chatíssima, da política de
juros. Desta vez, a matéria mais interessante sobre a reunião do Copom, o
famigerado Comitê de Política Monetária, saiu antes de ser anunciado o novo
aumento da taxa Selic, na quarta-feira (16/4). A matéria respondia a uma
pergunta: para que elevar os juros, se a inflação continua perto do centro da
meta (4,5%) e se as pressões mais notáveis – do petróleo e dos alimentos – vêm
do mercado internacional? Resposta: a turma do Banco Central (BC) tem motivos
muito mais fortes para se preocupar com a evolução dos preços. Mesmo sem
alimentos e petróleo, os números mostram inflação em alta desde o ano passado e
não há sinal de arrefecimento.
A matéria, assinada por Cristiano Romero, do Valor Econômico, não
anunciou nem defendeu a nova alta de juros. Mostrou, de forma detalhada, um
quadro de inflação diferente daquele mencionado na maior parte das discussões.
Se o Copom quisesse aumentar a taxa básica, disporia de argumentos mais
complexos para justificar sua decisão. Exemplo: em junho do ano passado, o
núcleo de inflação calculado com exclusão de alimentos e de itens administrados
acumulava alta de 3,42% em 12 meses; em dezembro, de 4,11%; no mês passado, de
4,41%. Ou ainda: quando se anualizam os índices trimestrais de 2007 e 2008,
encontra-se um salto de 4,8% para 6%.
Chorumela contumaz
Todos esses cálculos e muitos outros deviam estar na mesa dos técnicos do BC.
De algum modo devem ter entrado na avaliação da tendência dos preços. Mas a
maior parte da cobertura, antes e depois do anúncio do aumento dos juros, ficou
na periferia do assunto. As matérias contaram as apostas feitas no mercado
financeiro, deram as opiniões de empresários, economistas, sindicalistas e até
estudantes sobre o assunto e encheram páginas e páginas com informações
previsíveis e rotineiras.
Depois da reunião do Copom, só uma novidade foi mencionada: a alta, de 0,5
ponto de porcentagem, havia sido o dobro da prevista pela maior parte dos
entrevistados. O resto foi a chorumela de sempre, com uma pequena adaptação às
novas circunstâncias. Desta vez, o empresariado podia acusar o BC de pôr a
perder uma promissora fase de crescimento econômico.
Decisão impopular Na sexta-feira (18/4), os jornais mostraram fotos do presidente Lula com um
colar cervical, em Belo Horizonte, numa cerimônia de lançamento de obras do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao discursar, o presidente havia
atribuído seu torcicolo à derrota do Corinthians no jogo com o Goiás e à
elevação de juros pelo Copom.
Poucas semanas antes, o presidente havia demonstrado preocupação com a rápida
expansão do crédito ao consumo. Noutra ocasião, havia dado a entender sua
expectativa de um novo aumento, provavelmente de 0,25%. O ministro da Fazenda,
Guido Mantega, também havia falado sobre o crédito, recentemente, e mencionado a
hipótese de medidas para contenção dos empréstimos. Depois, recuou.
Não teria valido a pena juntar esses detalhes numa bem arredondada matéria? O
resultado poderia ser uma boa história sobre como o BC carregou sozinho o custo
político de uma decisão impopular, num ano de eleições. Ano importantíssimo para
o governo, como confirmou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao
chamar de comício a solenidade do PAC em Belo Horizonte. Silêncio TotalMÍDIA & CORPORATIVISMO Por Gilberto Marotta em 22/4/2008
O mundo da imprensa é um mundo estranho. Estranho demais. Pois não é estranho
que a atividade responsável por levar informações às pessoas seja justamente
aquela que mais silencia quando o assunto é ela mesma?
Vejam o caso da adulteração de uma fotografia, patrocinada pela revista
IstoÉ, para retirar um "Fora Serra" que não interessava à revista. Que eu
saiba, só a Folha de S.Paulo deu, e assim mesmo muito timidamente, e
assim mesmo para propagandear que a foto original era sua. Quem mais? Você viu
esse vexame do nosso jornalismo estampado em algum telejornal, com direito a
leitura em tom de reprovação e cara feia do apresentador?
Mais recentemente, a prisão de Roberto Cabrini. Com que destaque foi
noticiada? Quase nenhum. Pense que, ao invés de Cabrini, fosse uma grande
modelo, uma Gisele Bündchen. Ou uma atriz, Sônia Braga. Ou fosse um ator,
Rodrigo Santoro, ou um esportista, um Felipe Massa, um Guga, um Ronaldinho.
Enfim. Citei esse pessoal porque de certa forma estão no topo e, certamente,
mereceriam uma cobertura incessante da imprensa, em todos os canais, veículos e
horários, se fossem presos sob a acusação de traficarem drogas. Então a
pergunta: porque não com Cabrini? Sim, Roberto Cabrini é uma espécie de
celebridade do jornalismo brasileiro, acho que ninguém duvida disso. Começou no
jornalismo aos 16 e aos 17 foi contratado pela Globo, tornando-se o mais jovem
tele-repórter do país. Foi correspondente internacional da emissora em Londres e
Nova York, tendo trabalhado também nas outras grandes: Band, SBT e Record, nesta
última tendo chegado recentemente, já fazendo barulho.
Silêncio total
Em 28 anos de carreira, Roberto Cabrini ganhou os principais prêmios como
repórter investigativo (APCA, Líbero Badaró, Imprensa e Vladimir Herzog). Cobriu
seis guerras internacionais, cinco Olimpíadas e cinco Copas do Mundo, realizando
coberturas em mais de 50 países. Seu maior momento, em outubro de 93, foi quando
conseguiu uma exclusiva com o ex-secretário do Tesouro do governo Fernando
Collor, Paulo César Farias, o PC, então fugitivo, em Londres. Também foi Cabrini
quem noticiou, ao vivo, pela Globo, a morte de Ayrton Senna, em maio de 94.
Cobria o GP de Ímola, na Itália e, num plantão da emissora, entrou ao vivo
dizendo: "Morreu Ayrton Senna da Silva! Uma notícia que a gente nunca gostaria
de dar! Morreu Ayrton Senna da Silva!" Quem não se lembra?
Por tudo isso, parece tão estranho que, apenas no caso do repórter Roberto
Cabrini, uma cobertura que normalmente é exagerada, sensacionalista, opressiva,
sufocante, tenha se tornado dócil e apenas burocrática. E nisso, Cabrini, como
notícia – ou ausência dela – conseguiu um marco único, pioneiro: uniu todo tipo
de jornalismo, das grandes empresas de imprensa aos blogueiros ditos
independentes de plantão.
Em coberturas desse tipo (uma celebridade presa, acusada de um crime grave
como o tráfico de drogas, e que ainda por cima se diz vítima de armação), é
quase instantâneo que o noticiário seja inundado de perfis do réu e das vítimas,
de declarações bombásticas dos envolvidos, de cenas da biografia do "meliante",
de tentativas de reconstituição do "crime", da opinião dos "especialistas" e de
outros nem tanto. Seria lícito imaginar que, neste caso, a proximidade, as
fontes de conhecimento, muito mais amplas, facilitariam enormemente o trabalho
dos jornalistas. Inúmeros jornalistas, que aí estão todos os dias discorrendo
com galhardia sobre N assuntos diversos, trabalharam e trabalham, conviveram e
convivem, diariamente, com Cabrini. Conhecem-no bastante e, certamente, têm dele
muitas informações e opiniões. Surpreendentemente, silêncio total. Pela primeira
vez, o suposto criminoso foi claramente poupado. Ou será que, apenas dessa vez,
os poupados fomos nós? Espetacularização da NotíciaCASO ISABELLA Por Flávio Herculano em 22/4/2008
Terminada mais uma edição do Big Brother Brasil, entra no ar uma outra
novela da vida real. Só que, desta vez, ao invés das trivialidades do dia-a-dia
de um grupo de jovens, a trama do espetáculo é a morte trágica de uma menina de
5 anos de idade: Isabella Nardoni.
Para o público não faz muita diferença. O que vale é poder saborear a emoção
de cada desdobramento da estorinha para poder comentar os últimos detalhes com
amigos e colegas de trabalho, em rodas de conversa. E, como em épocas de Copa do
Mundo todo brasileiro é técnico de futebol, agora todo mundo é investigador
policial. Cada pessoa tem sua própria versão para responder a pergunta do
momento: "Quem matou Isabella?". Desde o assassinato de Taís, personagem da
novela Paraíso Tropical, o brasileiro não exercitava tanto sua lógica
investigativa.
Para aplacar tamanha avidez por novidades, haja exposição do tema na mídia.
Todos os dias, a estorinha da morte da criança é contada e recontada na TV, no
rádio, na internet e nos jornais impressos, do mesmo modo como é tratado o
resultado do "paredão", uma partida de futebol decisiva, um capítulo final de
novela ou mesmo um detalhe picante da vida de uma "celebridade" televisiva.
O que pouca gente consegue entender é que há uma inversão neste caminho. Não
foi entre o público que surgiu o interesse pela morte de Isabella, demandando
uma produção contínua de notícias sobre o caso. Foi, sim, a própria mídia quem
construiu esse interesse, levando o público a uma comoção. Quem preferir pode
chamar esta prática de manipulação, mas, no jornalismo, ela tem o nome de
"agendamento".
Insegurança e impunidade
A mídia precisa, permanentemente, de um tema palpitante para noticiar. Pode
ser um escândalo político, um desastre, um grande evento ou... um crime. Depois
do desastre aéreo da Tam e da seqüência de escândalos políticos do mensalão, do
caso Renan e dos cartões corporativos, tentou-se emplacar o escândalo do dossiê,
com a ministra Dilma Rousseff como personagem principal e o PT como coadjuvante.
Mas o tema era de pouco apelo popular e a tragédia envolvendo Isabella veio "no
momento certo", para ocupar o espaço principal dos noticiários. A menina superou
a ministra; o crime familiar superou os erros do corporativismo político no
governo federal.
Nestes episódios de grande exposição, a mídia explora cada tema até a
exaustão. Depois disso, os descarta. Afinal, quem, hoje, se importa com
personagens como Marcos Valério, Delúbio Soares ou mesmo com João Hélio, aquele
menino que foi arrastado por diversas ruas no Rio de Janeiro, preso ao cinto de
segurança de um veículo, em uma morte que causou comoção semelhante à de
Isabella.
João Hélio tinha 6 anos quando foi morto, em fevereiro de 2007. Junto à
comoção por seu assassinato, vieram os apelos para que a legislação penal
brasileira fosse revista, tornando-se mais rigorosa com os criminosos
adolescentes. Na época, o Congresso Nacional ensaiou alguma movimentação neste
sentido. Mas, como em todo agendamento jornalístico, o caso se esgotou em termos
de mídia antes de ser concluído nos tribunais de justiça. Hoje, não se discute
qual o destino dos assassinos de João Hélio e muito menos se clama por uma
revisão em nosso Código Penal.
Conclusão: a espetacularização da notícia não colabora em nada com a
sociedade, a não ser no agravamento de uma sensação de insegurança, de
impunidade e de corrupção generalizada. PanlêmicasCredenciais do Pan estão na mira do TCU
Contrato
entre Ministério dos Esportes e empresa de tecnologia apresenta indícios de
irregularidades e já está sendo investigadas pelo TCU a pedido do Ministério
Público
Brasília – O Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu se mexer. Acolheu a primeira representação do Ministério Público sobre uma transação milionária fechada entre o Ministério dos Esportes e a empresa Atos Origin Serviços de Tecnologia da Informação Ltda., meses antes dos jogos Pan-americanos do Rio. A operação contém indícios de superfaturamento de 16.000%, na compra do sistema para credenciamento de atletas e autoridades. O Tesouro Nacional desembolsou R$ 106.2245.091,05, equivalente a 75% do valor do contrato. Mas o serviço simplesmente não funcionou. Agora, o tribunal quer saber como o dinheiro foi empregado e quem foi o responsável pelos acontecimentos. Superfaturamento 16.000%- percentual pago a mais pelo Ministério dos Esportes em contrato com empresa Atos Origin Por enquanto, estão na mira da Corte o secretário-executivo do comitê gestor do Pan, Ricardo Layser, e o fiscal do contrato, José Pedro Varlotta. Ambos militam no PCdoB, do ministro Orlando Silva, aquele da tapioca, e são também seus homens de confiança. O TCU vai notificar ainda o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Layser e Varlotta têm 15 dias para justificar a compra do sistema de controle de acesso chamado Radio Frequency Identification (RFID, da sigla em inglês), para confecção e monitoramento das credenciais usadas durante as competições. Esse sistema não fazia parte do edital vencido pela Atos Origin, mas foi comprado assim mesmo. Só o desenvolvimento dele custou R$ 9 milhões – o sistema original havia sido orçado em R$ 55 mil, daí o pulo de 16.000% num dos itens do contrato –, fato que causou arrepios nos auditores que esmiuçaram a papelada e cruzaram as informações com os relatórios diários dos fiscais durante as competições. Ao todo, o RFID saiu por R$ 26,7 milhões. Termo aditivo Nas palavras dos ministros do TCU, “a utilização da tecnologia (…) ficou restrita a pouco mais de um terço das credenciais ativadas durante os Jogos, sendo que, em mais de 75% das credenciais utilizadas, ocorreram menos de 10 acessos durante todo o período, sem a adoção de medidas corretivas em tempo hábil, comprometendo a segurança dos Jogos”. Por sorte, as suspeitas do próprio Layser, informadas à época como argumento para a compra do RFID, não se confirmaram e nenhum grupo terrorista internacional ou mesmo os traficantes locais assacaram contra os atletas que vieram ao Brasil. Ricardo Layser também ganhou 15 dias do TCU para justificar porque subscreveu o termo aditivo ao contrato original apenas dois meses depois de as partes terem se acertado. E mais, terá que explicar o motivo de o novo acerto, no valor de R$ 28,2 milhões, acrescer à lista de produtos e serviços uma série de itens não previstos no edital. Nesse caso, uma nova licitação teria que ter sido feita. Nuzman não teve privilégio algum. Como os demais, dentro de um par de semanas terá que mandar ao TCU as razões pelas quais ele, como coordenador dos jogos, descumpriu o acordo firmado por escrito em 14 de fevereiro do ano passado, no qual se comprometeu a manter a Corte informada sobre a execução das obras preparativas para os jogos. Finalmente!Cadastro nacional reunirá dados sobre adoção
O cadastro pretende reunir, em seis meses, informações completas sobre os pretendentes de um lado e de outro. Uma das principais vantagens da iniciativa é unificar as listas e evitar que elas fiquem restritas às comarcas, que em geral abrangem um município ou região, como acontece atualmente. Com o cadastro, idealizado e coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os candidatos a pais não precisarão mais fazer inscrições separadas em cada comarca onde gostariam de avançar no processo de adoção. Os interessados em adotar uma criança de qualquer ponto do País poderão encontrar um filho no outro extremo com a consulta ao cadastro que será feita pelos juízes da Infância e da Adolescência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. My Preciousss... Austríaco 'escondeu filha no porão por 24 anos' O austríaco identificado como Josef F., de 73 anos, foi preso neste domingo
sob suspeita de ter escondido sua filha em um porão por 24 anos e ter tido até
seis filhos com ela, segundo informações da polícia. O suspeito ainda não fez nenhuma declaração sobre as acusações e não há
informações sobre o paradeiro de sua mulher, mãe de Elisabeth. Exagerosegunda-feira, 28 de abril de 2008, 02:01 | Online
Homem é detido com mil passaportes falsos na TailândiaBengalês de 56 anos é acusado de conspiração e de tráfico e falsificação de passaportes e vistos Efe BANGCOC - A Polícia deteve na Tailândia um cidadão bengalês
com dezenas de passaportes roubados e mais de mil documentos de viagem falsos
durante uma batida na capital contra uma rede internacional de falsificação.
O tenente-coronel da Polícia, o Sophon Sarapat, identificou o suspeito como Mohammed Karim, de 56 anos, e acrescentou que outro dois membros do bando, um tailandês e um birmanês, conseguiram escapar durante a operação do final de semana passado, informaram nesta segunda-feira, 28, a imprensa local. Os agentes apreenderam 90 passaportes roubados, 577 passaportes europeus e americanos falsos, 680 vistos contrabandeados e 1.680 páginas de passaporte com fotografias falsificadas. Sophon declarou que o detido confessou os fatos e foi acusado de conspiração, de tráfico e falsificação de passaportes e vistos, acusações pelas quais vai enfrentar uma pena de 20 anos de prisão. A Tailândia, onde pelo menos operam três grandes organizações criminosas dedicadas à falsificação de documentos oficiais estrangeiros, é considerada pelas autoridades européias um dos centros mundiais de tráfico ilegal de passaportes. Superfarmacêutica BrasileiraEnviado por Ricardo Noblat - 28.4.2008 | 3h26m
deu na folha de s.pauloBNDES planeja criar superfarmacêutica a partir de alianças
Meta é viabilizar empresa capaz de investir fortemente em inovação e contribuir para reduzir déficit comercial do setor Estratégia se assemelha ao modelo usado para criar a supertele nacional, anunciada em negócio que uniu Oi e Brasil Telecom De Janaina Lage: O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) articula a criação de uma superfarmacêutica nacional, que poderia ser viabilizada a partir da fusão de grupos nacionais que atuam no setor. O banco não divulga nomes, mas afirma que está intermediando conversas entre empresas. A lógica tem semelhanças com o modelo de criação da supertele nacional: o banco tem interesse em entrar como sócio da empresa e assegurar poder de veto a operações que poderiam resultar na desnacionalização da companhia. O objetivo do BNDES é criar uma empresa com faturamento de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões, com envergadura suficiente para investir fortemente em inovação, tanto em melhoria de medicamentos como em desenvolvimento de novas drogas. Isso pode contribuir também para reduzir o déficit da balança comercial do setor, uma das mais elevadas. Assinante da Folha leia mais em: BNDES planeja criar superfarmacêutica a partir de alianças Spam Punido no BrasilMensagem não solicitadaProjeto que pune envio de spam deve ser aprovadoO Projeto de Lei 21/04, que pune o envio de spam com pagamento de multas de até R$ 1 mil, deverá ser aprovado até o final de maio. De acordo com a proposta, são considerados spam mensagens eletrônicas enviadas, de forma massificada, para destinatários não desejam recebê-las. A informação é da W News. O assessor especial do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), José Henrique Portugal, acredita que o projeto será avaliado com rapidez, pois é o primeiro que tem o apoio do partido de oposição e do governo. Para ser aprovado, o PL 21 deverá passar ainda pela Comissão de Educação do Senado e, em seguida, deve ser enviado para a Câmara dos Deputados, onde será discutido por um grupo especial formado por parlamentares de várias comissões. Depois de aprovado terá de ser sancionado pela presidente da República. Henrique Portugal esteve com advogados de diversos escritórios para apresentar o texto do projeto de lei, na Câmara de Comércio Americana. Entre as sugestões apresentadas, está a de alteração no texto do artigo 7, que fala da aplicação da multa tomada como base o Código de Defesa do Consumidor. No entanto, o código prevê relações de consumo, o que não se aplicaria no caso de envio de mensagens não solicitadas. "Vamos levar a observação para discussão no Senado. Se tiver que ser alterada, isso não vai atrasar a tramitação do projeto de lei", afirma Portugal. Revista Consultor Jurídico, 28 de abril de 2008 |
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