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日志


9月28日

Lullices e Afins Não Têm Fim!

LEIS
'Esqueçam o que eu defendi'
Ao lembrar os 20 anos da Constituição de 1988, o presidente Lula reconhece que seu trabalho hoje seria mais complicado se a Carta atendesse o que ele pedia quando era deputado
Tiago Pariz - Correio Braziliense
Gustavo Krieger - Correio Braziliense
Gabriel de Paiva - 7/9/1988
Brasília – Em 1988, o deputado Luiz Inácio Lula da Silva, então um sindicalista de cabelos e barbas negras, foi escolhido para fazer o discurso no qual o PT anunciava que votaria contra o texto final da nova Constituição. Num duro pronunciamento, acusou as elites brasileiras de mentir e manobrar para impor uma Carta conservadora e que não atendia os direitos dos trabalhadores. Vinte anos depois, as mudanças no presidente Lula vão bem além da barba grisalha e cuidadosamente aparada. Numa entrevista por escrito ao Estado de Minas, ele se desmanchou em elogios ao texto. E reconheceu que teria sido muito pior se o partido dele tivesse vencido. “Seria muito mais difícil governar o Brasil hoje se tudo o que o PT queria naquela época tivesse sido aprovado”.

O Lula de 2008 diz que “tudo que nós alcançamos até agora foi fruto da Constituição de 1988. Ela universalizou direitos sociais, investiu contra a pobreza e a desigualdade, estabeleceu as condições para que possamos viver hoje nosso melhor momento econômico. Mas o mais importante é o seu caráter democrático.”

Para o presidente, “a Assembléia Nacional Constituinte foi o momento mais rico da vida parlamentar brasileira. Houve uma participação popular como nunca se viu no país, com milhares de pessoas indo ao Congresso fazer pressão, reivindicar. Foi graças a esse estímulo que fizemos uma Constituição extremamente avançada. Hoje, eu repetiria o Ulysses Guimarães naquele pronunciamento às 3h da manhã do dia 5 de outubro: ‘É a Constituição Cidadã’.”

Um tom bem diferente do que o então deputado usou em 22 de setembro de 1988. “Entramos aqui (na Constituinte) querendo a jornada de trabalho de 40 horas semanais e ficamos com a de 44 horas; entramos querendo férias em dobro e ficamos com apenas um terço a mais nas férias; entramos aqui querendo o fim da hora extra, depois a hora extra em dobro e ficamos apenas com 50%. Algumas conquistas importantes não passaram nem de perto, para que a classe trabalhadora pudesse festejar”. Entre outros ataques, Lula disse ainda que “os militares brasileiros continuaram intocáveis” e “os latifundiários devem estar festejando” o texto aprovado.

O PT não apenas votou contra, como sua bancada chegou a pensar em não assinar a nova carta. Lula, já então o principal líder do PT, trabalhou para evitar o ato de radicalismo maior, que ficaria marcado para sempre na história.

PRIVILÉGIOS Dois anos depois do fim da ditadura militar, a democracia brasileira engatinhava. Os setores de esquerda e centro-esquerda queriam mais do que era oferecido pela Nova República. Exigiam reforma agrária, direito irrestrito de greve, direitos sociais ilimitados, reserva de mercado para empresas nacionais, punição a torturadores. E achavam que essa pequena “revolução” seria feita pela Assembléia Nacional Constituinte. Propunham até a estabilidade no emprego para trabalhadores da iniciativa privada.

O PMDB queria privilégios para a empresa brasileira de capital nacional. Ficou definido que a lei poderia conceder proteção e benefícios especiais para essas empresas desenvolverem “atividades estratégicas para a defesa nacional”. Era a reserva de mercado para as empresas de informática, entre outras. O artigo foi revogado em agosto de 1995.

Uma proposta lançada por Fernando Gasparian (PMDB-SP), amigo pessoal de Ulysses Guimarães, resultou no tabelamento da taxa de juros reais em 12% ao ano.

Bonito Só No Papel

LEIS
Direitos ficaram no papel
Vinte anos depois, Constituição brasileira é uma obra inacabada. Nada menos que 142 dispositivos, que precisam de lei complementar, ainda não foram regulamentados
Izabelle Torres - Correio Braziliense
Brasília – Diante do impasse, o adiamento da discussão. A regra era comum durante as votações dos artigos previstos na Constituição Federal. Para aprová-la, os constituintes optavam em votar o que era consenso e prever no texto constitucional uma lei complementar posterior para regulamentar o assunto em torno do qual havia divergência. A articulação rendeu a requisição de 268 normas posteriores e jogou para os parlamentares das próximas legislaturas a responsabilidade de concluir o trabalho iniciado 20 anos atrás.

O tempo passou, o Parlamento sofreu modificações em sua composição, mas se mantiveram as divergências político-partidárias, os interesses pessoais e as diferenças de prioridades. Continuou sendo difícil aprovar novas leis. Prova disso é o fato de que de todas as normas previstas, 142 dispositivos ainda aguardam regulamentação. O número representa 53% do total de regras requisitadas pelos constituintes em 1988.

“Por esse adiamento da edição das leis é que a Constituição ficou tão desintegrada. Ela só foi votada porque o Ulysses Guimarães resolveu votar o artigo e deixar que as divergências fossem analisadas posteriormente. Somente assim foi possível votar. Se não fosse essa determinação do Ulysses, até hoje estaríamos discutindo a Constituição”, opina o ex-presidente da República José Sarney (PMDB).

Na tentativa de fazer um estudo sobre as leis requeridas pela Constituição Federal que nunca foram elaboradas pelo Legislativo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), planeja desde o ano passado a formação de um grupo de parlamentares para articular a edição dos dispositivos que ainda não foram editados. Mas a tarefa não representa um atrativo para os integrantes do Congresso.

Em novembro do ano passado, Chinaglia convidou o deputado Michel Temer (PMDB-SP) para liderar os trabalhos. Constitucionalista com vários livros publicados, o peemedebista não demonstrou qualquer interesse na missão. Ainda sem um nome para abraçar a causa, a idéia do presidente ficou para o futuro. Se depender de alguns parlamentares, a regulamentação das leis complementares ainda será adiada por muito tempo.

Para o deputado Roberto Magalhães (DEM-PE), relator da comissão especial que analisou a Proposta de Emenda à Constituição da Revisão Constitucional (PEC 157/03), o debate não deve girar em torno da edição de novas normas, mas considerar também a necessidade de cumprir o que já é lei e resguardar o papel de cada poder. “Não me preocupam essas leis que foram previstas. A Constituição é uma colcha de retalhos e as emendas só agravam isso. Acho que o importante é resguardar a cada instituição o seu poder, o seu papel. Não acho que a edição das leis que faltam deve ser prioridade”, opinou o parlamentar.

No vácuo da legislação foram deixadas para depois a regulamentação de temas como a participação do capital estrangeiro nas instituições que integram o sistema financeiro nacional, as regras referentes à radiodifusão no Brasil, e até dispositivos que definem os crimes de responsabilidade para desembargadores.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, planeja desde o ano passado a formação de um grupo de parlamentares para articular a edição dos dispositivos que ainda não foram editados.

Parvoíce Total

Pior que os movimentos de falácias, parvoíces e besteiróis a torto e a direito cresce. Depois não podemos reclamar que somos chamados de repúblicas bananeiras. Perdi meu dia depois de ler esta ignomínia em forma de bobajada Lullesca:

- Inteligência não se aprende na escola. Inteligência nasce dentro de nós e ela só pode ser aperfeiçoada. Eu sei exatamente o que o povo quer.

Alguém, por favor, me dê um tiro!

Inté.



Da Série: Esse povo me mata de vergonha...

RETRATOS BRASILEIROS
Escravidão no século 21
Minucioso levantamento feito pela Comissão Pastoral da Terra mostra que a cada quatro horas um trabalhador brasileiro é resgatado de situação degradante de exploração
Renata Mariz
PF intervém para libertar trabalhadores que viviam em péssimas condições em fazenda no interior da Bahia

Brasília – Há 120 anos o Brasil quebrou grilhões e extinguiu pelourinhos. Mas formas de trabalho humilhantes, em um nível assustador de exploração, permanecem presentes em pleno século 21 no país. Para se ter idéia do tamanho do problema, foram libertadas de condições análogas à escravidão 31.726 pessoas de 1995 até agosto deste ano, conforme recente levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT). São 193 por mês, em média. Ou seis trabalhadores resgatados a cada dia — um a cada quatro horas. Apesar de tantas libertações, essa chaga social parece não ter fim. Só nos primeiros oito meses deste ano houve 204 denúncias, que culminaram na libertação de 3.402 brasileiros até então confinados a situações de degradação extrema.

Condições precárias de habitação, falta de utensílios básicos de segurança e repressão por parte de capangas ligados aos donos das terras são características comuns nas propriedades flagradas explorando mão-de-obra. A pecuária é a atividade com mais registros de trabalhadores mantidos na chamada escravidão contemporânea, respondendo por 34% das libertações feitas entre 2003 e junho de 2008. A novidade verificada nos últimos anos pelos grupos de fiscalização do Ministério do Trabalho, que apuram as denúncias registradas por entidades da sociedade, órgãos governamentais e lideranças religiosas, é o crescimento de trabalho análogo ao escravo no setor sucroalcooleiro, que produz cana-de-açúcar e álcool.

Não por acaso, entre as regiões do país, o Norte e o Nordeste perderam o lugar de campeões, em número de pessoas libertadas este ano, para o Centro-Oeste. "Os canaviais estão, sobretudo, no Mato Grosso do Sul e em Goiás. Além disso, é um tipo de lavoura que exige um grande contingente de trabalhadores. Às vezes, uma única operação encontra 500 ou mais operários no canavial. Por isso verificamos esse número elevado de resgates", explica frei Xavier Plassat, coordenador da Campanha Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, encampada pela CPT. Neste ano, 45,4% das pessoas resgatadas estavam no Centro-Oeste, percentual superior aos 42% que as regiões Norte e Nordeste contabilizaram juntas.

Outra tendência verificada por quem conhece o assunto e corroborada pelo balanço da CPT é a ocorrência de trabalho classificado como semelhante ao escravo na Região Sul do país. "Estados como Paraná e Santa Catarina, por exemplo, que antes quase não apareciam nas estatísticas, estão começando a receber denúncias mais freqüentes", diz Marcelo Campos, coordenador nacional do grupo móvel do Ministério do Trabalho, responsável pelas fiscalizações. São Paulo, Alagoas e Minas Gerais são outros estados que, sem tradição de trabalho degradante a ponto de ser classificado como análogo ao escravo, têm apresentado números assustadores. "Todos do ramo sucroalco-oleiro, assim como a região Centro-Oeste", observa Campos.

A intensificação das fiscalizações, que atingiram este ano nível recorde de atendimento, averiguando 73% das denúncias formalizadas, levou fazendeiros a mudarem o esquema de aliciamento e manutenção de trabalhadores submetidos a um sistema análogo ao da escravidão. "Agora, eles tomam precauções, sobretudo os da pecuária. Atuam com grupos restritos, que podem ser desmanchados rapidamente", explica Plassat. Mas os instrumentos de coerção, para manter os peões na propriedade, são os mesmos desde os tempos em que a CPT começou a lutar contra o trabalho escravo no país, na década de 70.

Em geral, o trabalhador é aliciado por "gatos", como são chamados os intermediadores da contratação. Com a promessa de um emprego, ele é levado para outro município ou estado. A partir daquele momento, já começa sua dívida com o patrão. Os gastos durante a viagem com alimentação e transporte vão para uma caderneta, que terá de ser quitada com muito suor. Comida e equipamentos para o trabalho costumam ser vendidos dentro da fazenda e também são anotados no caderninho. Garantias como salários regulares, carteira de trabalho assinada ou pagamento de horas extras não existem, assim como um lugar digno para dormir, ir ao banheiro ou beber água.
Lista suja tem 207 empresas

Briga de Cachorro Grande

MICROSOFT - OI
Campanha tenta quebrar estereótipo do PC

em 23/9/2008

Microsoft entrou, na semana passada, na segunda fase de sua campanha publicitária de US$ 300 milhões para tentar rebater os anúncios da rival Apple. A primeira fase trazia dois comerciais de TV com o fundador da Microsoft, Bill Gates, e o comediante Jerry Seinfeld em situações incomuns – pelo menos para eles. No primeiro, Seinfeld ajudava Gates a comprar um sapato em uma loja de calçados baratos; na segunda peça, a dupla passava uma temporada na casa de uma família de classe média americana, para tentar se conectar com "pessoas reais".

Segundo artigo do jornal britânico Guardian, a intenção da primeira fase da campanha, de acordo com uma fonte da indústria, era simplesmente atrair a atenção do público. Em nenhum momento, nos dois comerciais, o computador é o foco principal; eles também não explicam claramente seu objetivo. "A segunda fase é mais sobre mostrar pessoas reais em seus computadores, celulares e na internet usando produtos da Microsoft", afirma a fonte. Ela ressalta, entretanto, que a intenção não é ser uma campanha "anti-Apple", mas sim uma campanha que destrua o estereótipo que a Apple criou sobre os produtos da Microsoft.

"I’m a PC"

Em sua campanha, a companhia rival usou atores representado um Mac, seu computador, em comparação a um PC, computador da Microsoft. O Mac era um ator jovem, magro, vestido de maneira moderna, e o PC era um ator um pouco mais velho e um pouco acima do peso, de óculos e ternos largos. Em diversas peças, os dois "computadores" dialogavam, sempre mostrando as falhas do PC e enfatizando os pontos positivos do Mac.

No novo comercial da Microsoft, um homem diz que é um PC, e que foi transformado em um estereótipo. Outras pessoas – famosas e anônimas – também dizem ser PCs e mostram suas diferenças: uma usa óculos, outra vende peixes, uma estuda Direito, outra veste jeans, e por aí em diante. O lema é "Windows. Life without walls" (algo como "Windows. Vida sem muros"). Com informações de Mark Sweney [The Guardian, 18/9/08].

Propaganda Enganosa

REINO UNIDO - OI
Cirurgiões plásticos vendem gato por lebre

em 25/9/2008

Cirurgiões plásticos do Reino Unido que anunciam seus serviços de maneira "irresponsável" foram criticados pela Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (BAAPS, sigla em inglês). A associação notou que alguns anúncios publicitários em veículos como jornais e revistas mostravam imagens de seios anatomicamente impossíveis e procedimentos inviáveis, e abriu uma queixa na Advertising Standards Authority, agência que controla o mercado publicitário britânico.

Com o objetivo de colocar fim ao uso de imagens de modelos modificadas digitalmente e à promoção de descontos e financiamentos para cirurgias, a BAAPS lançou uma campanha, na semana passada, com diversos exemplos de fotos modificadas. Uma delas mostra os seios de uma mulher colocados no corpo de outra mulher, com a frase "Encontre Amy antes de seu implante de silicone; encontre Amy depois". Outra empresa oferecia desconto de quase US$ 500 como incentivo para que a cirurgia seja feita logo. Já a terceira chegou ao cúmulo de disponibilizar uma "cirurgia facial" feita durante o horário de almoço – o que é impossível de ser realizado.

Turismo estético

A associação representa 1/3 dos cirurgiões estéticos do Reino Unido. Além dos anúncios, a BAAPS criticou também o "turismo estético", em que pessoas vão para determinados países realizar plásticas a preços mais baixos e acabam tendo que passar por cirurgia reparadora na volta para casa, pois o resultado, muitas vezes, não é satisfatório. "A plástica é um procedimento sério que requer expectativas realistas e que só deve ser realizada depois de uma consulta prévia, com um médico qualificado, em uma clínica apropriada", afirma Douglas McGeorge, cirurgião plástico e presidente da associação. "A BAAPS está cada vez mais preocupada com o padrão e o estilo da propaganda de cirurgia estética de hoje, destinada a encorajar as pessoas a passar por procedimentos cirúrgicos".

A maior parte dos anúncios citados pela associação estava em revistas femininas. McGeorge destacou que as peças influenciam, em especial, adolescentes. "Se alguém estiver com um problema, é necessário oferecer um conselho, e não vender um procedimento cirúrgico", opina. Informações de Audrey Gillan [The Guardian, 18/9/08].

Igreja Persegue

RÚSSIA - OI
Canal sofre campanha religiosa contra desenhos

em 26/9/2008

O canal de TV russo 2x2, sob ataque de grupos religiosos por exibir os desenhos South Park e The Simpsons, conseguiu manter sua licença de funcionamento na quarta-feira (24/9). "Por unanimidade, recomendamos a prorrogação da licença", declarou Mikhail Seslavinsky, membro da Comissão Federal de Competição para Televisão e Rádio, segundo notícia da agência RIA Novosty.

Depois de uma campanha orquestrada por grupos religiosos, contrários à exibição dos desenhos, fãs fizeram protestos em defesa do canal, em Moscou e São Petersburgo, temendo que a comissão o tirasse do ar. O 2x2 ainda terá que enfrentar uma investigação criminal por acusações de extremismo por conta do desbocado e politicamente incorreto South Park. No início do mês, a Procuradoria Geral havia divulgado uma declaração criticando a emissora. "Os desenhos transmitidos pela 2x2 promovem violência, crueldade, pornografia e comportamento anti-social".

Segundo os ativistas religiosos, os programas americanos são ofensivos a sua fé. "Não tenho problemas com senso de humor, mas toda sátira deve ter limites", afirmou o pastor pentecostal e líder da campanha Konstantin Bendas. "Se a comunhão cristã é comparada a comer fezes, isso é engraçado?", questionou, referindo-se a um episódio de South Park. Os religiosos tiveram apoio de alguns membros do Parlamento, que alegaram que os desenhos seriam pornográficos. Informações da AFP [25/9/08].

Reality Plágio

"VERSÕES" BRASILEIRAS - OI
Nem aqui, nem na China

Por Renata Noiar em 23/9/2008

Há alguns dias, notas divulgadas na mídia tornaram público o descontentamento do apresentador Luciano Huck em ter de dividir com Gugu Liberato o sucesso de um dos quadros mais populares de seu programa, o "Lar doce lar" (Caldeirão do Huck, Rede Globo), cujo similar, "Construindo Um Sonho" (Domingo legal, SBT), é um dos grandes responsáveis pelo aumento expressivo de audiência do programa do SBT aos domingos, recolocando Gugu Liberato na vice-liderança no horário. Os quadros têm como objetivo reformar a casa de um telespectador. A alegação de um possível plágio foi rapidamente rebatida pela produção do programa do SBT, afirmando serem os quadros "versões" de programas veiculados em canais pagos, como o programa Extreme makeover – Home edition (People+arts/ DiscoveryBrasil).

Entretanto, mais do que provar não se tratar de plágio, a discussão levantada fez emergir questões relativas à importância da criação de televisão dentro das programações em curso hoje no Brasil. No início da década, as emissoras televisão depositaram suas fichas em formatos importados, já testados. E, atualmente, estamos reféns dessa forma de fazer televisão.

A onda de reality shows

Um dos mercados que mais cresceu no mundo, a indústria de criação de programas e formatos para televisão, trouxe um novo frescor para a teoria da aldeia global (Marshall McLuhan): ao sermos constantemente incitados pelas mesmas emoções, é difícil não se sentir parte da mesma tribo. Muito do que vemos por aqui, e pelos quatro cantos do mundo, vem das mentes criativas de funcionários das gigantes do setor FremantleMedia e da holandesa Endemol, criadora do Big Brother, que admite ter mais de 2.200 formatos inéditos – não roteizados – e mais de 200 prontos à venda em seu site.

Não há bons horizontes para aqueles cuja vocação profissional passa pela criação de televisão! Nem aqui, nem na China, que – mesmo com toda a censura – se rendeu à febre mundial dos formatos importados em 2005. O Encontro com a Beleza, primeiro reality show chinês, era um programa onde eram feitas cirurgias plásticas estéticas e de mudança de sexo, ao vivo. Depois de muita polêmica, o programa foi proibido pela administração geral de rádio, cinema e televisão – reguladora do setor – em 2007, mas sem conseguir frear a onda de realitys shows que invadiu o país.

Compra de programas e formatos

Uma rápida análise da programação disponível nas quatro principais emissoras do país deixa clara a dimensão da invasão destes importados. Começando com o precursor em consumo deste tipo de produto: Silvio Santos – que não abria e nem abre mão de trazer para sua grade fórmulas de sucesso da televisão norte-americana – é o apresentador do Topa ou não topa e o Nada além da verdade e tem ainda em sua emissora: Supernanny, Construindo Um Sonho – o quadro da discórdia!

E, em se tratando de discórdia, a irritação de Luciano Huck não foi o primeiro atrito entre emissoras por causa da compra de programas e formatos. No começo do ano, o SBT teve de amargar a perda do Ídolos para a Rede Record. O programa, criado na Inglaterra, se tornou um fenômeno na versão norte-americana. Na Record também estão O aprendiz, O Jogador, Troca de famílias, Simple Live.

Falta de criatividade

Na Rede Globo, o carro-chefe fica por conta do Big Brother, indo para a nona edição! Mas o grande consumidor deste tipo de formato na emissora é o descontente Luciano Huck, que tem nos importados o principal ingrediente de seu Caldeirão: Lar doce lar, Lata velha e Soletrando – versão brasileira do concurso norte-americano de soletração (The National Spelling Bee), cujo objetivo principal é ajudar os alunos a melhorar seus conhecimentos de ortografia, aumentar o vocabulário e aprender novos conceitos, desenvolvendo e corrigindo o inglês. Por aqui, apesar de todo o sucesso do quadro – que rendeu ao apresentador elogios e homenagens por sua preocupação com a educação – é difícil assistir à atração somente como entretenimento, sem se preocupar com a qualidade da educação que temos, quando até o apresentador deixa a desejar no quesito soletração. No mais, as outras atrações do programa se assemelham muito a tudo que já foi feito aqui e por toda parte. O melhor para o apresentador é seguir fazendo o que vem fazendo, e muito bem! Sem grandes preocupações com plágio, uma vez que nem o divertido e inovador CQC (Rede Bandeirantes) é fruto de uma mente criativa nascida em terras brasileiras: É argentino!

Oito anos depois da entrada maciça de programas e formatos importados em nossas programações, esta forma de fazer televisão se tornou tão comum, que não é difícil ter quem – como no caso de Luciano Huck – se ache dono da idéia, tomando como sua a criatividade que pode ser de qualquer emissora, desde que se pague por ela!

***

A falta de criatividade na televisão foi abordada no programa Ver TV (TV Câmara) do dia 18/09/08.

Já vai tardchie!

TV XUXA - OI

Há muitas razões...

Por Renata Noiar em 26/8/2008

...para se dar como encerrado o reinado de Xuxa. Acabar, não acabou ainda! Mas há tanto tempo vem agonizando publicamente que o final vergonhoso de sua última aventura, ou desventura, diária soou como um inevitável tiro de misericórdia. E muitos respiraram aliviados, até que a Rede Globo, embarcando em mais uma tentativa de reviver os tempos de glória de Xuxa, abriu espaço para a apresentadora nas manhãs de sábado (TV Xuxa/ Rede Globo) em um "novo" programa, voltado para toda família. Para infelicidade daqueles que acreditavam ter testemunhado o final definitivo da era Xuxa na televisão brasileira.

Depois de uma estréia morna, no início de maio, o "novo" programa de Xuxa já experimentava um esfriamento no interesse por parte do público ao ser retirado da grade de programação. Está fora do ar há quase dois meses, por causa das transmissões das provas de stock car e dos Jogos Olímpicos, segundo a Rede Globo. Voltará no começo de setembro, assim que termine a Olimpíada, mas até quando? Para quem, gostando ou não, testemunhou o período em que Xuxa materializou, indiscutivelmente, o maior fenômeno da televisão brasileira, ter de acompanhar as sucessivas tentativas de retorno a um patamar que já faz parte da historia da televisão, e que não se repetirá novamente, é, no mínimo, constrangedor.

O término da parceria

Alguns números do que significa, ou significou, o reinado de Xuxa: 22 anos de carreira, fortuna estimada de US$ 100 milhões (revista Veja/2002), mais de 30 milhões de cópias vendidas (LPs, CDs e K7s) – que lhe renderam 200 discos de ouro, 14 filmes – cujo público estimado é de 26 milhões de pessoas, 36 paquitas (assistentes de palco) – dentre elas, apenas seis souberam aproveitar a alavanca de ter começado com a Xuxa, cerca de oito cópias "oficiais" – dessas, somente duas conseguiram se livrar da imagem de apresentadora infantil e dar seguimento à suas carreiras (fonte: internet).

Foi a partir de Xuxa que começamos a nos preocupar com temas como erotização precoce, consumo infantil, a quantidade e qualidade do tempo que nossas crianças passavam vendo televisão e foi neste período que começou a supervalorização das loiras, naturais ou não, conferindo à cor dos cabelos grau de superioridade dentro do imaginário coletivo nacional. Mas foi com Xuxa, também, que os programas infantis alçaram status que nunca haviam tido antes, mobilizando público, a mídia e uma quantidade enorme de anunciantes ávidos por pegar carona no fascínio que Xuxa exercia em seu público.

Fascínio que, para alguns, era fruto de uma das parcerias mais bem sucedidas da televisão brasileira – que durou quase vinte anos – e chegou ao final em 2002, quando Xuxa resolveu criar asas, colocando fim ao vínculo profissional e afetivo que matinha com a diretora de televisão Marlene Mattos. Provavelmente, acreditando ser verdadeiro tudo o que foi construindo em torno de sua imagem, por sua ex-diretora e grande amiga. A diretora saiu de cena, passou de gênio da televisão brasileira ao ostracismo. E para a felicidade de muitos, hoje, se confirma que muito do que foi o fenômeno Xuxa era parte de um grande show de ventriloquismo, onde uma hábil manipuladora fazia com que a boneca em suas mãos parecesse ter vida e vontade próprias. Seis anos depois do término da parceria, depois de tantos fracassos de ambas – mesmo sendo inegável o carisma da "rainha" – fica óbvio que o pilar do reinado de Xuxa era Marlene e que a genialidade de Marlene tinha como centro Xuxa. Uma não conseguiu seguir sem a outra.

Apenas uma senhora

Entretanto, a maior amostra do que foi o reinado de Xuxa está no público que a seguia. Homens e mulheres – a grande maioria, mulheres, na faixa etária que gira em torno dos 15 aos 35 anos, que se reconhecem como ex-baixinhos. Uma geração inteira que tem como principal referência de infância as manhãs com a "rainha". Manhãs de músicas açucaradas, coreografias bem ensaiadas, figurinos inéditos, mensagens de auto-ajuda. Baixinhos que eram estimulados a lutar pelos seus sonhos – "querer, poder e conseguir"! Contudo, desde que estes sonhos estivessem relacionados à carreira artística. Uma geração inteira de loucos pela fama, pelo estrelato; consumidores da indústria de celebridades, cuja grande frustração é de não ter sido paquita.

O tempo passou, mas a "rainha", simplesmente, não se dá conta de que seria necessário mudar demais para continuar agradando. Não é fácil para ninguém se adaptar às mudanças duramente impostas pelo tempo. Xuxa perde espaço – e perderá mais – por não conseguir entender que foi o ícone de uma época. Época em que havia espaço para o que significava ser apresentadora infantil: mitos massificantes, pouco preocupados com o real significado de infância. A geração atual de crianças, fruto da geração de Xuxa, vive no tempo da diversidade, da rapidez de informação, sem tempo a perder em um único canal, com um único ídolo e para a qual Xuxa não passa de uma senhora que faz parte da infância de seus pais.

Reflexões Carlos Brickman

Robusto, potente, caro

Quem levantou a lebre foi o portal AutoInforme, de Joel Leite: nos últimos sete anos, o preço dos carros subiu 75% no Brasil, contra 51,9% da inflação. A coisa passou despercebida por dois motivos: primeiro, porque as empresas estão aumentando os carros em porcentagens pequenas, em intervalos também pequenos; segundo, porque os meios de comunicação costumam tratar de carros em termos de beleza, design, conforto, velocidade, e esquecem o preço. Até engolem as histórias do "sem juros" – como se os bancos, que financiam a festa, dessem dinheiro sem juros, taxas, emolumentos e honorários, só para facilitar as vendas.

O preço do combustível

O governo brasileiro está segurando o preço dos combustíveis já há uns dois anos, de um lado para conter a inflação, de outro para alegrar a classe média. Só que isso distorce o mercado: carros com motores cada vez maiores, e mais gastadores, levam vantagem sobre os modelos comuns. Nos Estados Unidos, onde a gasolina segue as flutuações do petróleo, os SUV – os jipões – estão em queda, No Brasil, sua participação de mercado tende a crescer.

Para a imprensa automobilística, isso não conta: é como se a gasolina fosse continuar eternamente barata, independente do mercado mundial. E quando subir, que é que vamos dizer aos nossos consumidores de informação?

And what about me?

Um assíduo leitor desta coluna, Isu Fang, manda uma notável coleção internacional de notícias que, com certeza, terão alguma importância para alguém. Começa com o caso de um advogado que, explica o título, "acidentalmente processou a si mesmo". Em seguida, um título já antigo: "Jolie grávida de Brad Pitt". Na foto, a barriga de um homem gordíssimo – que, concedamos, se homens ficassem grávidos, ficariam exatamente daquele jeito.

Notícia de jornal: "Um veículo no valor de US$ 74 mil desapareceu, depois que foi camuflado". Nada de maldade: não foi naquele país que o caro colega está pensando, não. Foi na Austrália. Os ingleses adoram contar piadas de australianos.

Outra notícia de jornal fala do grande campeão de golfe (um detalhe: em inglês, o significado destas palavras é o mesmo que em português):

** "Tiger Woods joga com suas próprias bolas, diz a Nike"

Ainda bem!

1 rico vale por 100 pobres

PAUTA ESQUECIDA - OI
As tragédias não contabilizadas

Por Luciano Martins Costa em 26/8/2008

Perdida no noticiário da semana passada, quando toda a imprensa contabilizava os mortos do acidente no aeroporto de Barajas, em Madri (quarta, 20/8), uma notícia do site globo.com dava conta de que a dengue já havia matado, desde janeiro até o dia da tragédia aérea, 162 pessoas no Rio. Silenciosamente, longe das manchetes que retratavam o drama das famílias das vítimas e os relatos emocionados dos sobreviventes do vôo da Spanair, podia-se constatar que haveria mais famílias enlutadas pela ação do mosquito do que pela falha nas complexas operações do avião.

Foram 159 os mortos em Madri, ou seja, três a menos do que as vítimas da dengue no Rio desde janeiro. E certamente muitas pessoas ainda se perguntam por que motivo a imprensa sempre dá mais importância aos fatos concentrados em um só evento do que àqueles que formam grandes números ao longo do tempo, mesmo quando esses números são mais expressivos do que os que compõem aquilo que chamamos normalmente de tragédia.

Emoções pequenas

Numa abordagem simplista, fica até fácil imaginar porque jornalistas – e o público em geral – são mais sensíveis aos golpes imediatos que carregam grandes números ou envolvem personalidades, do que aos acontecimentos que se desenrolam sob nossos narizes, na rotina dos quase anônimos. É que esses números ou personagens especiais compõem histórias mais interessantes.

No entanto, é o caso de se perguntar se a imprensa deve, exclusivamente, correr atrás de histórias interessantes ou de temas que tenham maior potencial para mobilizar os corações e mentes da sociedade; ou se deveria perseguir outras motivações, como, por exemplo, a utopia da melhoria contínua dos sistemas.

Afirmar a primeira hipótese é o mesmo que dizer que a imprensa deve ir onde o público está, ou que deve dar aquilo que dela espera seu cliente. Como nas novelas ou minisséries da TV, basta mais do mesmo, ou seja, notícias com grandes cargas emocionais.

No entanto, em se tratando de atividade da qual se espera algo mais do que o crescimento da audiência ou o aumento da circulação, parece claro que a imprensa deveria se preocupar com muito mais do que a adesão ou a eventual aprovação de seu público. Até porque não se sabe a quantas subiria essa aprovação se, além de proporcionar as pequenas emoções de cada dia, a mídia oferecesse também a possibilidade de sua audiência compreender melhor o estado do mundo e se habilitar a melhorá-lo.

Tragédia sistêmica

Se jornais, revistas, emissoras e sites jornalísticos querem ver reconhecido seu papel social – cuja complexidade pode ir da defesa dos direitos inerentes à sociedade democrática à função de consolidar a educação para a cidadania –, também devem oferecer, como contrapartida ao respeito que isso proporciona, algo mais do que a emoção do dia, produzida pelos fatos mais chocantes, pelos dramas mais densos.

Muitos dos dramas que compõem o noticiário se desenrolam sob o manto das carências gerais ou das perversidades sistêmicas, mas são descritos quase sempre isolados de seus contextos. Assim, o ato de violência que choca pode revelar um estado latente de conflitos sociais; um acidente é o dado que forma as grandes estatísticas e que poderia revelar a necessidade de ações corretivas do poder público; o protagonismo negativo pode indicar carências de educação; o escândalo sobre corrupção denuncia a fragilidade das instituições; o crime organizado revela a inoperância do sistema da Justiça – e por aí se vai.

Os mortos da dengue foram se acumulando no dia-a-dia e a imprensa se esqueceu deles. Quantos mortos são necessários a cada edição para que uma tragédia sistêmica seja reconhecida como notícia relevante?

A TV e Você

PUBLICIDADE NA TV - OI
A patrona do consumo

Por Samira Moratti em 16/9/2008

Atualmente, crianças amadurecem cada vez mais cedo, impulsionadas pela mídia, através de propagandas, desenhos animados, novelas e filmes que incentivam o consumo. São os consumidores precoces que almejam roupas, sapatos, brinquedos, games e outros produtos anunciados aos quatro cantos da televisão, jornais, revistas e internet. Sobretudo a televisão, na qual os pimpolhos, entre um intervalo e outro dos programas infantis, são bombardeados por novas formas de comer, vestir e brincar.

Muitos são os que não acreditam que tanta publicidade afete uma criança a ponto de cometer loucuras, do que apenas pedir a nova boneca incansavelmente para a mamãe ou papai. No entanto, o que era para ser "impossível" se torna real. De acordo com notícia divulgada pelo site Terra nesta quarta-feira (10/9), um menino de cinco anos conseguiu fazer uma façanha:

Terra / Notícias Populares: Sérvio de 5 anos acha e gasta R$ 180 mil do pai

"Um menino de 5 anos gastou cerca de R$ 180 mil em um shopping center de Belgrado, na Sérvia, após encontrar a quantia guardada em dinheiro no cofre do pai, informa nesta quarta-feira o diário online Ananova. Djodja Markovic reuniu um grupo de amigos e gastou a fortuna em roupas, brinquedos, bicicletas, doces, computadores e jogos eletrônicos. O pai do menino, o empresário sérvio Slobodan Markovic, mantinha o valor guardado em um cofre de sua casa e só percebeu o que aconteceu quando o filho e os amigos retornaram para casa com dezenas de sacolas de compras."

A arte da sedução

Apesar de não sabermos ao certo o valor de compra de R$ 180 mil na Sérvia, pelo menos se supõe que seja uma quantia considerável, tendo em vista a quantidade de mimos comprados pela criança e seus amiguinhos. De todo modo, além de se pensar em como crianças com idade em torno de cinco anos puderam sair livremente comprando e os lojistas aceitando, mesmo sem a presença de um adulto, o que surpreende é a capacidade precoce de saber o valor do dinheiro. Deve se tratar de uma criança que já está habituada a freqüentar shoppings centers e ganhar mesada, por exemplo. Contudo, não aprendeu a tomar gosto pelo consumismo sozinha.

Pode ter aprendido com os pais, que também podem incentivar certo consumo ou possuem um estilo de vida considerável, assim como também pode ter sido influenciado pelas propagandas. São inúmeros os estudos realizados no ramo da psicologia do consumidor a respeito e, inclusive, não só nas Academias de Jornalismo, mas sobretudo nas de Publicidade e Propaganda, onde se aprende a arte da sedução.

"Exemplos de moral"

O preocupante no fato que virou notícia é a forma pela qual crianças estão sendo influenciadas à compra, prematuramente. Outro ponto a se analisar é que, não só no que compete ao consumismo, como ao amadurecimento sexual precoce. Por meio de filmes, e principalmente seriados e novelas, crianças e pré-adolescentes trocam as saudáveis e inocentes brincadeiras com bonecas e carrinhos por saídas constantes a shoppings em busca não somente de compras, mas de encontrar um par romântico. Meninas com aproximadamente oito a dez anos de idade já querem saber de namorar, andar de salto e se maquiar, ao invés de brincar e estudar. Aos quatorze, freqüentam matinês ou mentem para entrar em boates durante a noite.

A televisão, meio de comunicação massivo e um dos mais poderosos, é um dos influenciadores nessa roda do consumo e amadurecimento das crianças. Malhação, Gossip Girl e outros entretenimentos são um prato cheio para aliciar os pequenos, transformando-os em mini-adultos. Incutem temas como sexualidade, gravidez e drogas, em um misto de "como-se-faz" e "como-não-se-deve-fazer", para tentar se transformar em "exemplos de moral" na vida dos adolescentes. Todavia, somente os influencia, incita-os a praticar semelhante, pois tal qual na novela, talvez consigam se safar da mesma forma na vida real.

Já diziam muitos que a televisão é a "prostituta do lar", a "máquina de fazer doido". Podemos, ainda, nomeá-la com outra alcunha: a patrona do consumo.


Da Série: O Google vai dominar o mundo!

INTERNET - OI
Companhia amplia digitalização de jornais

em 16/9/2008

O Google anunciou, na semana passada, os planos de digitalização de edições históricas de jornais de médio e pequeno porte, que serão disponibilizadas na internet. A ferramenta de buscas trabalhará em parceria com as editoras para escanear milhões de páginas de jornais dos últimos 200 anos. "Não apenas será possível fazer uma busca [dos jornais], mas também será possível vê-los da maneira como foram impressos – com fotos, manchetes, artigos e até anúncios", explica Punit Soni, gerente de produto do Google.

O projeto, batizado de Google News Archive , já existe há dois anos em parceria com jornais maiores, como o New York Times e o Washington Post. Os novos jornais adicionados vão desde o Pittsburgh Post-Gazette, "o primeiro jornal a oeste das [montanhas] Alleghenies", ao canadense Chronicle-Telegraph, publicado, sem interrupção, por 244 anos, sendo o diário mais antigo da América do Norte. Desta maneira, o internauta poderá examinar a cobertura da mídia sobre eventos históricos, como, por exemplo, a caminhada do astronauta Neil Armstrong na lua, em 1969.

Segundo Gabriel Stricker, porta-voz do Google, o mecanismo usado no projeto de digitalização de jornais não é muito diferente do usado na ferramenta de digitalização de livros Google Book Search. "Trata-se de colocar conteúdo offline disponível online", resume ele. Com informações de Eric Auchard [Reuters, 8/9/08].

Da Série: O Google vai dominar o mundo!

INTERNET - OI
Rainha da Inglaterra anuncia visita ao Google

em 16/9/2008

A rainha Elizabeth II fará uma visita ao escritório do Google em Londres, em outubro, para conhecer a equipe que criou seu canal de vídeos no YouTube. Estamos diante de uma rainha moderna. Elizabeth , de 82 anos, foi "apresentada" à internet há dois anos e encantou-se com a rede mundial de computadores. Hoje, troca e-mails com os netos e já ordenou uma reformulação do sítio do Palácio de Buckingham. É também a primeira monarca a ter um canal no popular sítio de compartilhamento de vídeos.

No Canal Real, há vídeos raros, com imagens, inclusive, do casamento dos pais da rainha, além de visitas de artistas e eventos no palácio. Lançada no fim de 2007, a página atraiu um milhão de visitantes apenas em sua primeira semana. "Durante seu reinado, a rainha sempre se manteve atualizada com as novas tecnologias. A visita ao Google é mais um exemplo disso e mostra como ela está aberta às novas tecnologias e à mudança", declarou um porta-voz do Palácio, tentando modernizar a imagem de Elizabeth. Quando concedeu um título honorário de Cavaleiro da Coroa Britânica ao fundador da Microsoft, Bill Gates, em 1995, a rainha confessou que ainda não havia usado um computador. As coisas mudaram de lá para cá: além dos e-mails, ela envia mensagens de texto de seu telefone celular e ganhou recentemente, do príncipe William, um iPod.

Em 1953, Elizabeth permitiu que câmeras de TV entrassem na Abadia de Westminster – pela primeira vez em um evento de Estado – para registrar sua coroação. Cinco anos depois, ela transmitiu sua primeira mensagem de Natal pela televisão. "Eu espero que este novo meio [de comunicação] torne minha mensagem de Natal mais pessoal e direta. O fato de muitos de vocês poderem me ver hoje é um exemplo de como as coisas mudam rápido ao nosso redor", afirmou ela na ocasião. No ano passado, o Palácio de Buckingham usou o Canal Real no YouTube para transmitir a mensagem de Natal da rainha. Informações de Andrew Pierce [Telegraph, 11/9/08].

Net Derruba Bolsa?

BARRIGA AÉREA - OI
Notícia falsa tumultua mercado financeiro

Por Leticia Nunes (edição), com Larriza Thurler em 16/9/2008

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, em inglês) abriu um inquérito informal para analisar a queda repentina das ações da companhia aérea United Airlines logo depois que uma matéria de seis anos atrás sobre a concordata da empresa ganhou destaque na internet como se fosse recente. "Toda vez que alguém espalha informação falsa sobre uma companhia aberta através de um meio de comunicação como a internet, isso levanta dúvidas sobre fraudes", afirmou John Reed Stark, diretor da divisão de internet da SEC.

As ações da United perderam mais de 75% de seu valor em apenas um dia, na semana passada, depois que uma editora de uma newsletter de investimentos encontrou um artigo de 2002 da Tribune no sistema de buscas de notícias do Google e, achando se tratar de uma notícia nova, publicou um resumo dela no serviço de distribuição de informações financeiras da Bloomberg. A notícia de falência da United gerou confusão no mercado, e operadores da Bolsa de Valores de Nova York passaram a vender rapidamente as ações da empresa.

Mecanismo automático

O problema ocorreu porque um único internauta entrou no sítio do jornal South Florida Sun-Sentinel, da Tribune, e acessou o arquivo com a matéria de 2002 sobre o pedido de falência da companhia aérea. Segundo a Tribune, esta única visita foi suficiente para colocar a matéria na lista dos artigos mais lidos, naquele momento, no sítio do Sun-Sentinel. O Google diz que seu agregador automático de notícias enviou o link para o sistema de buscas como se fosse um artigo novo porque não conseguiu rastrear a data de seis anos atrás.

Ainda que, depois do mal entendido, as ações da United tenham voltado a subir, a companhia considera abrir um processo contra as empresas de comunicação e as pessoas responsáveis pela desastrosa cadeia de eventos. A investigação da SEC pode vir a ajudar a United a reunir informações para entrar com uma ação legal. Informações de Joanna Chung e Justin Baer [Financial Times, 11/9/08].


Bobeou, tá na net!

ÁTOMOS & BITS - OI
A ilusão de controle na internet

Por Luciano Martins Costa em 16/9/2008

A imprensa tradicional é um instrumento de organização e mobilização de redes sociais. Mas funciona praticamente em mão única, mesmo quando utiliza as novas tecnologias de comunicação do século 21. Para alguns analistas, a imprensa inventada por Gutenberg parece deslocada na época contemporânea porque tenta se apropriar da amplitude potencial da internet sem abrir mão dos controles possibilitados pela mídia impressa e pela televisão não-interativa, que não se abrem para a intervenção do público. Aliás, a própria idéia de "público" só faz sentido no teatro, no cinema e nas mídias não-interativas, uma vez que quando o sistema se abre para a co-autoria, os papéis acabam se misturando em algum ponto do processo. O leitor se torna co-editor.

Mesmo que determinado movimento seja iniciado em um blog, de autoria definida, quando a interatividade se expande a mensagem inicial passa por um processo de mutações constantes, submetendo-se ao arbítrio de todos que tenham acesso a ela. A imprensa tradicional não parece preparada para essa democracia toda. Afinal, parte do seu negócio se baseia na promessa de influenciar a fatia mais opinativa da população, aquela que supostamente é mais bem informada e mais articulada, e isso implica assegurar certo controle sobre a agenda desse "público".

Os blogs de jornais e revistas e os portais de emissoras de televisão tentam conter a interatividade em determinado círculo. Quanto mais próximo do núcleo de opinião se situar o limite desse círculo, mais restrita será a participação do "público" e mais distante estará essa mídia das potencialidades das novas tecnologias.

Idéias inovadoras

Acontece que a sociedade está mudando. Segundo a Technorati, que monitora conteúdos postados em blogs de vários idiomas, o explosivo crescimento do número de blogs em todo o mundo está sendo acompanhado por um grande amadurecimento no uso dessa ferramenta, o que leva ao surgimento de mídias alternativas de grande reputação, algumas das quais comparáveis a grandes jornais.

A característica principal desses veículos é que eles nasceram como pontos de informação e debate, passando por um período de funcionamento caótico, e acabam se consolidando como fontes de informação confiável e de qualidade para quem aprende a selecionar.

Esse fenômeno está alterando o modo como as pessoas se informam e partilham suas convicções e suas demandas. Alguns blogs criados por empresas como ferramentas de relacionamento com clientes evoluíram para plataformas de captação de opiniões sobre produtos e serviços, seleção de futuros colaboradores e fonte de idéias inovadoras. Mas essa evolução exige que a empresa esteja aberta a certos riscos, como a amplificação de queixas, que de outra forma ficariam localizadas, e o questionamento de seus processos de comunicação com o mercado.

Oportunidade perdida

Difícil imaginar que uma empresa tradicional de comunicação se arrisque a abrir completamente seus conteúdos para comentários e contribuições de leitores, sem interferência de qualquer ordem. Isso poderia subverter a hierarquia que determina os processos de captação e edição de notícias, fazendo com que parte do material jornalístico acabe adquirindo formas e significados diferentes daqueles que orientaram a pauta. No entanto, isso já está acontecendo de certa forma, quando as redes de relacionamento se apropriam de notícias de jornais, revistas e da TV e as reproduzem com novas abordagens.

Dito de outra forma, o que se pode constatar é que, por mais que resistam à avalancha de mudanças, os meios tradicionais acabam perdendo o controle sobre o destino do conteúdo que produzem, quando eles caem no ambiente caótico das redes. Se tivessem uma estratégia de engajamento real nas novas tendências, abandonando a ilusão do controle, seriam a vanguarda da comunicação no século 21, agregando à reputação construída no século passado a confiança de uma relação mais aberta com a sociedade.

Morre uma lenda

Sábado, 27 de setembro de 2008

Morre Paul Newman

Ator de 83 anos foi vítima de um câncer no pulmão

Estrela de mais de 50 filmes e vencedor de dois Oscar - um pelo conjunto da obra e outro por A Cor do Dinheiro, de 1986, Newman era um fumante inveterado. Desde o meio do ano já circulavam os boatos de que ele estaria com a doença.

 Sempre conciliando a fama de galã com grandes atuações, Paul Newman atuou pela última vez na animação Carros, da Pixar, emprestando a voz para o veterano carrão aposentado das corridas. Automobilismo era uma de suas paixões. Ele participou de diversas competições, como piloto e também como dono da escuderia Newman/Haas, circuito Indy. Sua pericia pode ser vista no filme 500 Milhas (1969).

Merece destaque também a participação dele tanto na política como em causas humanistas. Ele ficou conhecido nos anos 60 pelo apoio ao democrata Eugene McCarthy durante a campanha presidencial que elegeu Nixon. O vencedor chegou a adicionar Newman à sua lista de piores inimigos. Em 1982 fundou uma indústria de alimentos e destinou fundos à caridade. Em 2006, chegou a disponibilizar US$ 200 mi.

O currículo de Newman inclui pérolas como O Indomado, Butch Cassidy e Sundance Kid, Gata em teto de zinco quente e, o meu preferido, Golpe de Mestre.

 

 

 

 

 

Leo Medina

 (com Robson Leite)

Eu vejo e recomendo!

Seção : Mexerico - 28/09/2008 07:00

Ninguém está a salvo

Com matriz argentina, homens de preto do CQC ganharam o mundo. No Brasil, a irreverente trupe tem no comando o jornalista Marcelo Tas
Redação TV - Estado de Minas
Renato Stockler/Rede Bandeirsantes-18/6/08
O carequinha Marcelo Tas está à frente da versão brasileira do CQC
Atores, políticos, celebridades instantâneas, jogadores de futebol e misses sabem bem: estão na mira do CQC, programa que, desde sua estréia, em março, na Bandeirantes, tem feito muito barulho. O que o telespectador pode ainda não saber é que toda essa criatividade anarquista teve origem na Argentina, em 1995, e, como epidemia, rapidamente se espalhou pelo mundo.

Hoje, com nomes que variam de acordo com o idioma, o Caiga quien caiga (“Caia quem caia”) já está, ao todo, em cinco países: Argentina, Brasil, Espanha, Itália e Chile. Em outubro, a franquia deve chegar a Portugal. Apesar das versões, os argentinos batem no peito: “Somos os originais”, brinca Juan Di Natale, apresentador do programa, que já passou por diversas emissoras e atualmente vai ao ar pelo canal Telefe. “O nosso CQC é o melhor do mundo”, reitera sem modéstia Guillermo Lopez, repórter da atração, uma das maiores audiências em seu país. “O Brasil adora falar que é melhor em tudo e não é verdade”, provoca, rindo.

Baseado no extinto La noticia rebelde, programa argentino de comédia da década de 1980, o CQC nasceu há 13 anos – com uma pequena interrupção entre 1999 e 2000 – querendo modernizar a linguagem da TV. “A idéia era recuperar o espírito do La noticia. Acredito que deu certo. Somos um clássico”, afirma Juan, com a pompa de quem já concorreu a oito Emmys (mas não ganhou nenhum).

ATREVIDOS A trupe argentina já falou com Fidel Castro, George W. Bush, Bill Clinton, Tony Blair, Dalai Lama e Angelina Jolie. “Fomos os únicos a entrevistar, por mais de uma hora, o Fidel Castro. Também entregamos um livro de Kama Sutra (posições sexuais) ao Bill Clinton no auge dos escândalos com a (Monica) Lewinsky e presenteamos o Dalai Lama com um de nossos óculos”, conta Ernesto Cune, produtor executivo do programa. Juan diz que o espírito dos argentinos é algo muito próximo ao que acontece no Brasil. “Ninguém nos diz o que fazer. Incomodamos, questionamos o abuso de poder, a hipocrisia, a corrupção, o discurso político e o mundo do entretenimento.”

Os dilemas parecem ser os mesmos enfrentados por aqui, e os CQCs argentinos juram que tentam não extrapolar em suas abordagens. “Precisamos deles (entrevistados), então temos de nos impor limites, saber até onde podemos ir”, afirma Juan. Guillermo, que cobre o universo do entretenimento – algo parecido com o que é feito por Oscar Filho e Rafael Cortez na versão brasileira –, corrobora. “Fico com as lindas mulheres e as baladas, mas não posso ir muito longe. Até porque, quando chego em casa, tenho de me explicar.”

Jornalismo ou humor? Eles dizem que é possível combinar. “Temos uma postura à revelia do discurso tradicional e, muitas vezes, com essa mistura entre o factual e o cômico, chegamos a verdades maiores do que os noticiários comuns. Mas somos um programa de humor e não podemos perder de vista que o que fazemos também é um negócio. Não somos justiceiros. Sempre lembrando... é apenas TV”, afirma Juan.

Um exemplo é a relação que os humoristas mantêm com Néstor Kirchner e sua mulher, Cristina, sucessora do marido na presidência da Argentina. “Mesmo satirizando os dois o tempo inteiro, eles gostam da gente. No dia da posse de Cristina, apesar de contrariada com nossas perguntas, ela nos elogiou”, diz o apresentador.

REAÇÕES Tanta irreverência tem preço. “Fomos muito rechaçados e ainda somos, diversas vezes fomos agredidos”, revela o apresentador, que conta que a segurança do presidente Luís Inácio Lula da Silva é bem complicada. “Eles não são nada suaves.” Pelé também é figura carimbada na atração. “Ele aparece muito aqui, mas vou ter de falar, prefiro o Maradona”, diz Juan.

Se eles se mantêm firmes na eterna rivalidade futebolística, os argentinos são mais cordiais quando o assunto é o “irmãozinho” CQC brasileiro. “Vi muito pouco, mas eles são bem engraçados. O ritmo é mais lento que o nosso, mas é razoável, já que estão na primeira temporada”, afirma Juan. “Eles estão muito bem. Eu até queria trocar de papéis um dia com eles. Assim, cobriria uma noite de badalação do Ronaldo Fenômeno, deve ser divertido”, ironiza Guillhermo.

NO CHILE, ENTREVISTA COM HOMER SIMPSON

O CQC chegou ao Chile em 2002. No país, o programa é apresentado por Nicolás Larraín, Gonzalo Feito e Iván Guerrero e conta com reportagens de Sebastián Eyzaguirre, Italo Franzani, Jean Philippe Cretton e Pamela Le Roy. Entre os feitos da trupe, estão diversas entrevistas do tipo “ver para crer”, como a com Hommer Simpson, de Os Simpsons. O grupo também cobriu, em 2005, o aniversário de 90 anos do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, morto em 2006.

NO BRASIL, BARRADOS NO CONGRESSO NACIONAL

Eles estrearam em março e, apesar do pouco tempo no ar, vêm fazendo sucesso no Brasil. Com Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos na bancada, e reportagens de Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Oscar Filho e Warley Santana, a versão brasileira do CQC já foi até barrada no Congresso Nacional. Recentemente, durante o Festival de Veneza, Cortez acabou em uma delegacia depois de burlar a segurança do festival e pisar no tapete vermelho.

NA ESPANHA SURGIRAM RUMORES SOBRE CENSURA

Na Espanha, o CQC estreou em 1996. Foi interrompido entre 2002 e 2004 – o que gerou repercussões políticas sobre censura –, mas voltou ao ar em 2005. Desde então, passou por diferentes formações. Atualmente, conta com Toni Garrido, Frank Blanco e Juan Ramón Bonet como apresentadores, e Estíbaliz Gabilondo, Fox, Miguel Martín e Daniel Niño como repórteres. Entre os feitos, está uma entrevista, em 1997, com o escritor Fernando Fernan Gomez, morto em 2007.

Autoabastecimento

Com a generalização do Autoabastecimento nos Postos de Gasolina, é preciso advertir as pessoas sobre a produção de incêndios como resultado da eletricidade estática, enquanto se abastece de gasolina, o seu carro.

Foram investigados 150 casos deste tipo de incêndios e os resultados foram muito surpreendentes.

  1. Dos 150 casos, eles ocorreram menos a homens e mais a mulheres, devido ao seu costume de entrar e sair do veículo enquanto se abastece a gasolina.

  2. Na maioria dos casos as pessoas haviam entrado novamente nos seus carros enquanto na mangueira ainda estava correndo o combustível (o perigo dos gatilhos nos bocais das mangueiras). Quando o reabastecimento terminou e saíram para retirarem a mangueira, o fogo começou, como resultado da eletricidade estática.

  3. A maioria dos acidentados usava sapatos com sola de borracha e roupa de fibras sintéticas.

  4. Nunca utilize celulares quando se abastece combustível.

  5. Como sabemos é o vapor que sai da gasolina que arde e causa o fogo, quando entra em contato com cargas elétricas estáticas.

  6. Em 29% dos casos analisados, as pessoas entraram novamente nos seus veículos e logo em seguida tocaram nas pistolas das mangueiras durante o reabastecimento de gasolina. Isto ocorreu em carros de variadas marcas e modelos.

  7. 17 incêndios ocorreram antes, durante ou imediatamente após a retirada do tampão do depósito do carro e antes que começasse o reabastecimento de gasolina.

  8. A eletricidade estática produz-se quando um passageiro fricciona as suas roupas contra o tecido dos assentos, ao entrar ou sair do veículo. Para evitá-lo, é recomendável que NINGUÉM entre ou saia do veículo enquanto se realiza o reabastecimento. Somente devem fazê-lo ANTES de começar, ou quando o reabastecimento já terminou e foi colocado o tampão do depósito.

  9. REDOBRE AS PRECAUÇÕES se a gasolina se derramou ou salpicou o pavimento junto à bomba. Imediatamente se geram vapores altamente inflamáveis, que podem incendiar-se devido a chispas de eletricidade estática, por ligação de equipamentos eletrônicos (celulares, comandos à distância, etc.) ou pela ativação da chave de ignição do veículo. ANTES de por novamente em marcha o motor, a gasolina derramada deve ser recolhida ou neutralizada pelo pessoal do Posto de Gasolina.

AO ABASTECER GASOLINA.

NO SEU VEÍCULO: Trave-o com o travão de mão, desligue o motor, o rádio e as luzes.

NUNCA: Nunca regresse ao seu veículo enquanto está reabastecendo de combustível.

POR PRECAUÇÃO: Acostume-se a fechar a porta do carro ao sair ou ao entrar. Assim se descarregará da eletricidade estática ao tocar algo metálico.

Depois de sair do carro e logo que fechar a porta TOQUE A PARTE METÁLICA DA LATARIA, antes de tocar na pistola de combustível. Deste modo a eletricidade estática do seu corpo descarregar-se-á para o metal do carro e não para a pistola da mangueira.

Pede-se por favor que enviem esta informação a TODOS os seus amigos e familiares, especialmente àqueles que transportam crianças nos seus carros enquanto reabastecem de combustível. Obrigado por passar esta informação.

Secador de Mãos

No começo, achei que o acidente que ocorreu com meu bebê de 1 ano e 2 meses fora uma fatalidade, apenas, mas o médico que o atendeu, que ficou tão escandalizado com a dimensão do ferimento, me alertou que isso vem se tornando caso comum.
Decidi então consultar algum advogado para saber se havia alguma ação judicial por danos, lesão corporal culposa, e ele me afirmou que já havia
dúzias deles.  Mas percebi que poucas pessoas são alertadas para esse perigo.  Eu estava no shopping Galeria, em Campinas, onde moro, com meu
filho, Evandro, na época com 1 ano e 2 meses. Depois dele, e eu, conseqüentemente, nos sujarmos de sorvete, fui com ele ao banheiro do shopping
pra lavar as mãos e um pouco da roupa. Após nos limpar, coloquei meu filho apoiado sobre minha perna e me pus a secar nossas mãos naquele secador de mãos com vapor quente,
o 'INFERNO PORTÁTIL', literalmente. logo que o 'bicho' foi acionado, meu filho levou um susto e, com o espasmo do susto, seu braço foi direto no ferro por onde sai o vapor. Ele deu um grito, e continuou gritando com o braço lá. Foi tudo muito rápido, frações
de segundo, mas pareceu uma eternidade pra mim, e principalmente pra ele!  Eu, num impulso próprio de mãe, agarrei o braço dele para puxar, pois achei que a força dele não era suficiente, ainda mais com tanta dor; e foi aí que
senti a corrente elétrica também.  Percebi que meu filho não estava sendo apenas queimado pelo calor do aparelho, mas também pelo choque que estava levando. Fomos salvos porque gritei: 
'tá dando choque', e uma senhora ao lado teve a presença de espírito e a rapidez de puxar a tomada próxima. Meu filho chegou a desmaiar, e eu por
muito pouco não desmaio também.  A Senhora que puxou o aparelho maldito da tomada é Médica, e me levou primeiramente ao posto médico do shopping. No meio do caminho, já percebemos
a gravidade. O braço do meu filho estava em carne viva.  Ela me deu um calmante e a ambulância presente no shopping nos levou até o
pronto socorro infantil do Hospital Vera Cruz.  Lá, o médico que nos atendeu ficou horrorizado com a dimensão do ferimento.
E ele me explicou que o real perigo destes secadores é justamente não ter um isolamento adequado, pois a mão está molhada, e gotículas podem ser sugadas
e/ou entrarem em contato com o interior do aparelho e causarem um choque.  Todos sabem que eletricidade e água não combinam, parece que só os
inventores deste troço é que não fazem idéia disso.  Meu filho ficou, além de muito traumatizado e com dores fortes - mesmo sob medicação -, internado por um mês tomando antibióticos  e analgésicos
fortes fez já 3 plásticas para reconstruir a mão e o ante-braço, que  tinham queimaduras de 3o grau; uma delas em Bauru.  Hoje, um ano depois do fatídico dia, ele ainda tem várias cicatrizes, perdeu
a sensibilidade em algumas partes, mas, Graças a Deus, o funcionamento de mão/braço é praticamente normal.  Entrei com uma ação penal contra o Shopping e contra o fabricante do
maldito 'inferno portátil', a tal de PALLADIUM, e, repito, não sou a única. Alerto mais uma vez sobre o PERIGO REAL destes aparelhos.
Se não tiver toalhas de papel no banheiro, ou carregue consigo uma, ou deixe as mãos se enxugarem sozinhas, ou na roupa, mas FUJAM destes objetos. 
Só eu, e com certeza demais  vítimas, sabem bem o que eu passei e ainda passo. 
 DIVULGUEM, por favor. 
 Obrigada, 
Anendra Soares Vidigal, 
Professora de Ensino Fundamental em Campinas, SP